Giro!…
O gajo tem parte de razão quando diz que se olha para uma animação e se vê trabalho, muito trabalho (não devo concordar quando ele diz que é labour e não love…) – e digo parte de razão porque eu não penso nisso. Sei que é trabalhoso, mas centro-me no resultado. Mas o meu pai era assim. Lembro-me de quando começei a ver as animações do W. Disney (isto é, da equipa que ele, ao que parece, tiranizava um bocado, mas nós não sabiamos, só víamos aquilo como trabalho de um homem)e de como o meu pai enfatizava sempre o trabalhão de desenho necessário. Mas o que ele tinha como o mais extraordinário era a mistura da animação com personagens e cenários reais. Na minha infância apenas recordo um produto da Disney assim: Pecos Bill, uma história do velho oeste americano. Só muito mais tarde a Jessica e o Roger, coelhos…
Margaridaa
no dia 8 de Janeiro de 2009 às 15:56
Quanto mais próximo se está das coisas, quanto mais se sabe.Quanto mais se sabe mais se dá valor.Eu já não consigo olhar para uma publicidade ou para uma animação sem pensar (mesmo inconscientemente) naquilo que está por trás,na ideia, no trabalho, no empenho. Mas em certos campos, os artísticos, penso que o “labour” anda a par com o “love”.Impossível que seja de outra maneira!
Holof.
no dia 8 de Janeiro de 2009 às 16:30
Em casa estou sem a net e aqui no trabalho não posso ouvir o video mas pelos comentários já estou com curiosidade…
xinha
no dia 8 de Janeiro de 2009 às 17:16
Uma data de trabalho pode significar dinheirinho. mas a arte quer-se livre e independente. O dinheiro pode incentivar e motivar uma grande empreitada, mas primeiro que tudo, está o prazer de fazer, a entrega, a pulsão, a paixão pela ideia. É por aí que certamente se começa. O resultado vem depois, e até pode ser miserável. Vendável ou não. A arte de rua é um bom exemplo de quem faz e não espera retorno ou compensação monetária. E horas e horas de trabalho podem dar numa coisa sem valor social. QUantos artistas não fazem e fizeram coisas assombrosas que não foram reconhecidas porque eram experimentais, arrojadas, estranhas e não apreciadas.
O artista e o social podem atribuir um valor comercial ao objecto, pois q essa malta tb tem q comer, mas quando se faz, arrisca-se sempre. Primeiro faz-se, o resto é uma aventura, nunca se sabe no que vai dar. E nem sempre há amor, porque deveria existir? Há prazer, pode haver sofrimento, raiva..etc.. Somos impelidos a riscar, a criar, a tentar…mas isso não significa que haja entrega amorosa. Não vos parece?
Holof.
no dia 8 de Janeiro de 2009 às 18:31
Pois, não sei se anda sempre a par o “labour” e o “love”… nos estudios de animação deve haver pessoal que trabalha por encomenda, sem gostar muito do que está a fazer… money money…
Margaridaa
no dia 8 de Janeiro de 2009 às 19:15
A palavra “love” em inglês tem um sentido muito vasto. Aqui percebi-a como aquele sentimento de entrega, aquele impulso que vem de dentro e que é acompanhado por uma “ligação” ao que se produz.Para mim, a criação está ligada a isso.(E a animação, e a publicidade, e a pintura…)E depois há o artesanato, as coisas que se repetem depois de ter sido criada a primeira peça.
Não acredito que os estudios de animação estejam cheios de pessoal que só trabalha por dinheiro.Aquilo que se cria fica sempre ligado ao criador.É especial.
6 Comentários
Maio no dia 8 de Janeiro de 2009 às 8:55
Giro!…
O gajo tem parte de razão quando diz que se olha para uma animação e se vê trabalho, muito trabalho (não devo concordar quando ele diz que é labour e não love…) – e digo parte de razão porque eu não penso nisso. Sei que é trabalhoso, mas centro-me no resultado. Mas o meu pai era assim. Lembro-me de quando começei a ver as animações do W. Disney (isto é, da equipa que ele, ao que parece, tiranizava um bocado, mas nós não sabiamos, só víamos aquilo como trabalho de um homem)e de como o meu pai enfatizava sempre o trabalhão de desenho necessário. Mas o que ele tinha como o mais extraordinário era a mistura da animação com personagens e cenários reais. Na minha infância apenas recordo um produto da Disney assim: Pecos Bill, uma história do velho oeste americano. Só muito mais tarde a Jessica e o Roger, coelhos…
Margaridaa no dia 8 de Janeiro de 2009 às 15:56
Quanto mais próximo se está das coisas, quanto mais se sabe.Quanto mais se sabe mais se dá valor.Eu já não consigo olhar para uma publicidade ou para uma animação sem pensar (mesmo inconscientemente) naquilo que está por trás,na ideia, no trabalho, no empenho. Mas em certos campos, os artísticos, penso que o “labour” anda a par com o “love”.Impossível que seja de outra maneira!
Holof. no dia 8 de Janeiro de 2009 às 16:30
Em casa estou sem a net e aqui no trabalho não posso ouvir o video mas pelos comentários já estou com curiosidade…
xinha no dia 8 de Janeiro de 2009 às 17:16
Uma data de trabalho pode significar dinheirinho. mas a arte quer-se livre e independente. O dinheiro pode incentivar e motivar uma grande empreitada, mas primeiro que tudo, está o prazer de fazer, a entrega, a pulsão, a paixão pela ideia. É por aí que certamente se começa. O resultado vem depois, e até pode ser miserável. Vendável ou não. A arte de rua é um bom exemplo de quem faz e não espera retorno ou compensação monetária. E horas e horas de trabalho podem dar numa coisa sem valor social. QUantos artistas não fazem e fizeram coisas assombrosas que não foram reconhecidas porque eram experimentais, arrojadas, estranhas e não apreciadas.
O artista e o social podem atribuir um valor comercial ao objecto, pois q essa malta tb tem q comer, mas quando se faz, arrisca-se sempre. Primeiro faz-se, o resto é uma aventura, nunca se sabe no que vai dar. E nem sempre há amor, porque deveria existir? Há prazer, pode haver sofrimento, raiva..etc.. Somos impelidos a riscar, a criar, a tentar…mas isso não significa que haja entrega amorosa. Não vos parece?
Holof. no dia 8 de Janeiro de 2009 às 18:31
Pois, não sei se anda sempre a par o “labour” e o “love”… nos estudios de animação deve haver pessoal que trabalha por encomenda, sem gostar muito do que está a fazer… money money…
Margaridaa no dia 8 de Janeiro de 2009 às 19:15
A palavra “love” em inglês tem um sentido muito vasto. Aqui percebi-a como aquele sentimento de entrega, aquele impulso que vem de dentro e que é acompanhado por uma “ligação” ao que se produz.Para mim, a criação está ligada a isso.(E a animação, e a publicidade, e a pintura…)E depois há o artesanato, as coisas que se repetem depois de ter sido criada a primeira peça.
Não acredito que os estudios de animação estejam cheios de pessoal que só trabalha por dinheiro.Aquilo que se cria fica sempre ligado ao criador.É especial.
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