27 de Fevereiro 2009 às 22:50

La Maison en Petits Cubes foi a animação vencedora do Oscar de animação de este ano, como sabem.

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É das melhores animações que já vi, não só pela imagem, estilo de que gosto muito, como pelas mensagens que transmite. Evoca a crise que vivemos, a nível ambiental, através da criação de uma realidade muito imaginativa. Transmite também diversas mensagens e sensações sobre a condição humana, como a solidão, a saudade, a velhice, a  prisão que a vida se pode tornar, ao depender do passado ou das condições da natureza, a que o homem é obrigado a subjugar-se na maioria dos casos.  A luta que a vida é (strangling), o amor, e  muitas outras sensações que não consigo pôr em palavras!

A imagem diz tudo e o silêncio é o melhor amigo da reflexão e da compreensão.

A animação não está disponível no youtube por isso deixo o link rapidshare para quem quiser ver:

http://rapidshare.com/files/201636682/La.Maison.en.Petits.Cubes.2008.XviD.AC3-BTARENA.org.avi.html


5 Comentários

  1. Margaridaa no dia 28 de Fevereiro de 2009 às 9:06

    Fui ver se estava no Dailymotion, tinha lá sido posta há dois dias mas já lá não está.
    Portanto baixei,(95M), só falta ver. (E não, não sabia que tinha ganho.)

    Obrigada, Joana.

  2. Holof. no dia 28 de Fevereiro de 2009 às 9:07

    Maravilha! Gostei muito! Um presente, obrigado!

  3. Margaridaa no dia 28 de Fevereiro de 2009 às 10:04

    Exactamente, Holof, um presente.
    Muito bonito!

  4. Nakata no dia 2 de Março de 2009 às 14:12

    Nice! Também gostei muito!

  5. Nelci Nunes no dia 10 de Setembro de 2009 às 1:28

    ENCENAÇÃO PUERIL, 1968.

    Nelci Nunes O FALADOR

    Enfim, está morta.
    Passada de abandono, de tanta ira,
    De tudo quanto detestara.
    Amofinou de qualquer jeito, largada.
    Evapora veloz, sabe para onde? … Não ajuíza!
    Nunca marejou alguma protelada importância…
    Em qual mundico vivia penando em fúteis risadas?
    Falida, vai sem rumo, ausente de filosofia pra se agarrar.
    Voou solitária, quem jurava ir junto, mentiu.
    Nada quis encontrar no eterno imaginário.
    A fisionomia horrenda era a que eu, escondido amei.
    Sim, este rico, infinitamente pobre, miserável, fui eu;
    Muitas vezes por ela, desprezado.
    Tudo que possuía veio à custa de crediário.
    Caminhava entre mobiliário antigo, mal cheiroso.
    Sob chuva, ao anoitecer, na fila, farmácia do governo, rogou abrando.
    Vou salgar anúncio no jornal, a cidade deverá inútil, saber…
    Definhou aos poucos, solitária, desprezando formalidades.
    Deposito vergonhoso, rosas neste chão sapeado, de lápide ausente.

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