
Corpus, Mente e Alma vão dar um passeio pela margem das lagoas da Terra Média. O Sol brilha de uma maneira especial nesta tarde outonal, e de repente Corpus inicia a seguinte conversa:
– Alma, não te parece que passou muito depressa o tempo em que aqui estivemos todos juntos?
– Bem, Corpus, que queres dizer com isso? Que o tempo passou muito rapidamente?
– Já está na hora de regressarmos a casa e gostaria que o tempo tivesse passado mais devagar, para desfrutar mais do passeio, que foi tão agradável.
– Eu também desfrutei e penso que temos de fazê-lo mais vezes, mas não entendi nada acerca do que me perguntaste. Deves fazer a pergunta à Mente, não achas, Tricerebrin?
– Obrigada, Alma, mas apenas vos posso dizer de uma maneira matematicamente exacta que a última vez que estivemos juntos foi há dois meses e três dias e hoje estivemos aqui duas horas, quarenta e nove minutos e sete segundos… – observou a Mente.
– Não exageres, Mente, porque o que eu gostava era de poder ficar mais um bocado, e sobretudo na tua companhia, Alma, pois há muito que a Mente e eu não te víamos, e sinto uma emoção estranha, ainda que deliciosa, quando estamos os três juntos – disse o Corpus.
– O mesmo digo eu e espero que nos continuemos a ver mais vezes e seguidas, já que, como vos dizia antes, temos uma tarefa importante a cumprir nos próximos anos, como vocês, seres humanos, dizem… – conclui a Alma.
– Alma, não te parece que passou muito depressa o tempo em que aqui estivemos todos juntos?
– Bem, Corpus, que queres dizer com isso? Que o tempo passou muito rapidamente?
– Já está na hora de regressarmos a casa e gostaria que o tempo tivesse passado mais devagar, para desfrutar mais do passeio, que foi tão agradável.
– Eu também desfrutei e penso que temos de fazê-lo mais vezes, mas não entendi nada acerca do que me perguntaste. Deves fazer a pergunta à Mente, não achas, Tricerebrin?
– Obrigada, Alma, mas apenas vos posso dizer de uma maneira matematicamente exacta que a última vez que estivemos juntos foi há dois meses e três dias e hoje estivemos aqui duas horas, quarenta e nove minutos e sete segundos… – observou a Mente.
– Não exageres, Mente, porque o que eu gostava era de poder ficar mais um bocado, e sobretudo na tua companhia, Alma, pois há muito que a Mente e eu não te víamos, e sinto uma emoção estranha, ainda que deliciosa, quando estamos os três juntos – disse o Corpus.
– O mesmo digo eu e espero que nos continuemos a ver mais vezes e seguidas, já que, como vos dizia antes, temos uma tarefa importante a cumprir nos próximos anos, como vocês, seres humanos, dizem… – conclui a Alma.
Extraído e adaptado de Introdução à Lei do Tempo, de José Argüelles.















