
Hoje, segunda-feira, dia 23 de Janeiro de 2012, inicia-se o Ano Novo Chinês, regido pelo Dragão (pelo sim, pelo não, é melhor ir dando atenção a estas coisas, senão ainda nos cortam a luz …) mas por cá, tudo indica que vai ser o Ano da Águia!! (desculpem, mas não resisti a esta piada futubolística!)
RECEITA PARA CONFECÇÃO DE SEITAN EM CASA
Nestes tempos de vacas anoréticas, para apreciadores e menos simpatizantes (mas por razões económicas) o seitan revela-se um óptimo substituto da carne.
Pode ser cozinhado de variadas maneiras: Assado, estufado, panado, grelhado, em espetadas, etc, acompanhado com molhos e temperos a gosto.
Com 1 kg de farinha de trigo (com glúten e sem levedura) obtém-se aproximadamente 250g de seitan.
Num alguidar, pôe-se a farinha e vai-se juntando água, a pouco e pouco, (pode-se usar uma colher de pau para misturar bem) até formar uma pasta (bola tipo pão).
Amassa-se bem esta pasta, em cima de uma mesa, até ficar maleável e elástica, sem partir (15 a 30 minutos)
Deixa-se repousar durante 30 minutos.
Lava-se muito bem a massa, em água corrente, (ao princípio pode ser um pouco quente e depois passar para a fria). Inicialmente a água saí branca (isto porque está a sair o farelo e o amido) evai-se lavando até a água sair limpa. Tendo atenção para que a massa fique sempre junta, dado que tem tendência para se ir fragmentando. No fim, escorre-se e forma-se uma bola.
Cozer a massa, em água (numa panela grande, porque o glúten com a cozedura vai inchar) juntando temperos a gosto (molho de soja, alhos, louro, limão, noz moscada, gengibre, etc.) durante hora e meia a duas horas. (Na panela de pressão, pode reduzir o tempo de cozedura para metade)
Pode-se guardar no frigorífico, com a água da própria cozedura, durante 3 ou 4 dias ou então, se não pensa consumir brevemente, cortar e congelar.
Bom apetite
Missionary Church of Kopimism

“Agradecemos-te, Senhor, por este ficheiro que vamos sacar.” A partir de hoje, todos os que crêem na cópia e na partilha livre de músicas, filmes ou qualquer outro tipo de ficheiro digital, podem comungar na Igreja do Kopimism, uma congregação oficialmente reconhecida como religião pelas autoridades da Suécia.
O termo “kopimism” (de “kopimi” – lê-se “copy me”) é de difícil tradução para o português, mas o principal mandamento desta nova igreja é fácil de compreender pelos falantes de qualquer língua: copiarás e partilharás livremente todos os ficheiros que te aparecerem pela frente.
O fundador da Igreja do Kopimism é um jovem sueco de 19 anos, estudante de Filosofia. Chama-se Isak Gerson.
Desde 2010 que os membros do Kopimism tentavam ver a sua igreja reconhecida oficialmente, mas os dois primeiros pedidos foram negados, em Março e em Julho de 2011.
“A informação é sagrada e o acto de copiar é um sacramento”
A missão dos membros da Igreja do Kopimism não podia ser mais simples, como se pode ler num comunicado publicado no site oficial: “Para a Igreja do Kopimism, a informação é sagrada e o acto de copiar é um sacramento. A informação possui um valor em si mesma e naquilo que ela contém e esse valor é multiplicado através da cópia. Assim, o acto de copiar é central para a organização e para os seus membros”.
Outra das cruzadas desta nova religião é a luta contra os direitos de autor: “Ser proprietário de software (manter o código-fonte escondido das outras pessoas) é comparável à escravatura e deve ser proibido”.
Citado pelo site Torrentfreak, o fundador Isak Gerson queixou-se do “estigma legal” à volta do acto de copiar e partilhar ficheiros, mas fez votos para que a sua igreja ajude a mudar a situação actual. “Muitas pessoas ainda têm receio de ir para a cadeia quando estão a fazer cópias ou remisturas. Espero, em nome do Kopimi, que isto se altere.”
Para ser reconhecida oficialmente como religião pela comissão nacional sueca Kammarkollegiet, a Igreja do Kopimism teve de detalhar o seu sistema de preces ou meditações. Os responsáveis explicaram que o principal ritual da igreja é “o acto de copiar e estabelecer uma ligação entre os seus membros através da partilha de informação”.
A Igreja do Kopimism passou de 1000 para 3000 membros (ou “kopimists”) no segundo semestre de 2011, mas o reconhecimento oficial por parte das autoridades suecas deverá impulsionar ainda mais o crescimento desta comunidade. Para se ser membro da Igreja do Kopimism não é preciso preencher formulários; “basta sentir um chamamento para adorar o mais sagrado de tudo o que é sagrado – a informação e a cópia”.