Arquivos para o autor Janus

15 de Fevereiro 2009 às 16:41

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“Podemos designar alguns papeis predefinidos por arquétipos sociais. Vou mencionar apenas alguns: a dona de casa da classe média ( não tão prevalecente como antigamente, mas ainda comum ), o macho duro, a sedutora, o artista « inconformado», a pessoa «culta» ( um papel ainda muito comum na Europa ) ou mesmo o papel universal do adulto. Quando desempenhamos esse papel, levamo-nos a nós mesmos e á vida muito a sério.A espontaneidade, a descontracção e a alegria não estão incluidas neste papel.

O movimento hippie, que teve origem na costa ocidental dos Estados Unidos nos anos 60 e que depois se espalhou pelo resto do mundo ocidental, foi produto da rejeição por parte de muitos jovens dos arquétipos sociais, dos papeis, dos padrões comportamentais predefenidos e das estruturas sociais e económicas baseadas no ego. Estes jovens recusavam-se a desempenhar os papeis que os pais e a sociedade lhes queriam impor. Não deixa de ser importante que este movimento tenha coincidido com a Guerra do Vietname, durante a qual morreram mais de cinquenta e sete mil jovens americanos e três milhões de vietnamitas, e por intermédio da qual a insanidade do sistema e a sua forma de pensar implícita foram expostas aos olhos do mundo. Enquanto, nos anos 50, a maior parte dos norte-americanos ainda era extremamente convencional tanto no seu pensamento como no seu comportamento, nos anos 60, milhões de pessoas começaram a deixar de se identificar com uma identidade conceptual colectiva, pois a insanidade do colectivo era demasiado óbvia. O movimento hippie representou uma flexibilização das até então rígidas estruturas egóicas da psique da Humanidade. O movimento acabou  por degenerar e desaparecer, mas deixou para trás uma abertura, e não apenas naqueles que nele tomaram parte. Isto favoreceu a entrada da ancestral sabedoria e espiritualidade oriental no Ocidente, desempenhando assim um papel crucial no despertar da consciencia global. “

08 de Fevereiro 2009 às 17:26

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“Seja qual for a forma que assume, a motivação inconsciente que subjaz ao ego pretende reforçar a imagem de quem eu penso que sou,a identidade fantasma que passou a existir quando o pensamento – uma grande benção e uma grande maldição – começou a assumir o controlo e a assombrar a simples mas profunda alegria da ligação ao Ser, à Fonte, a Deus. Qualquer que seja o comportamento manifestado pelo ego, a sua força impulsionadora é sempre a mesma: a necessidade de sobressair, de ser especial, de dominar; a necessidade de ter poder, atenção, e de ter mais. E  obviamente, a necessidade de ter um sentimento de separação, isto é, a necessidade de ter oposição, inimigos.

O ego usa as pessoas e as situações para alcançar aquilo que deseja e mesmo quando o consegue nunca permanece satisfeito durante muito tempo. Muitos dos seus objectivos são frustados e para a maior parte das pessoas, o abismo entre « o que eu quero» e « o que acontece » é uma fonte constante de preocupação e angústia. A emoção dominante em todas as acções do ego é o medo. O medo de não sermos ninguém, o medo da não-existência, o medo da morte. Todas as acções do ego têm como derradeiro objectivo eleminar este medo, mas o máximo que ele consegue é dissimulá-lo temporariamente através de um relacionamento intimo, de uma nova aquisição ou ganhando isto ou aquilo. A ilusão nunca nos satisfará. Apenas a verdade de quem somos, quando sentida, nos pode libertar.

Porquê o medo? Porque o ego nasce da identificação com a forma e no fundo, ele sabe que nenhuma forma é permanente, que todas são efémeras. Por isso, existe sempre uma sensação de insegurança em torno do ego, mesmo que exteriormente, ele pareça confiante.”

03 de Fevereiro 2009 às 12:21

Começo hoje a apresentar um conjunto de textos que considero importante para melhor vivermos nesta era de grande mudança. Já andava com esta ideia há algum tempo e a animação que a margarida apresentou das “máquinas karmicas” acentou esta vontade. O nome do autor virá depois…….. (Janus smiling)

Até os meus 30 anos, eu era extremamente ansioso, sofria de depressão e tinha fortes tendências suicidas.

Hoje, parece que estou falando da vida de outra pessoa.

Tudo começou a mudar pouco depois do meu aniversário de 29 anos, quando acordei certa madrugada

com uma sensação de pavor absoluto. Não era a primeira vez que eu tinha uma crise de pânico, mas aquela, com

certeza, foi a mais forte de todas. Tudo parecia estranho, hostil, absolutamente sem sentido. Senti uma profunda

aversão pelo mundo e, principalmente, por mim mesmo. Qual o sentido de continuar a viver com o peso dessa

angústia? Para que prosseguir com essa luta? Um profundo anseio de destruição, de deixar de existir, tinha

tomado conta de mim, tornando-se até mais forte do que o desejo instintivo de viver.

“Não posso mais viver comigo”, pensei. Então, de repente, tomei consciência de como aquele

pensamento era peculiar. “Eu sou um ou sou dois? Se eu não consigo mais viver comigo, deve haver dois de

mim: o ‘eu’ e o ‘eu interior’, com quem o ‘eu’ não consegue mais conviver”. “Talvez”, pensei, “só um dos dois

seja real”.

Fiquei tão atordoado com essa estranha dedução que a minha mente parou. Eu estava plenamente

consciente, mas não tinha mais pensamentos. Fui arrastado para dentro do que parecia um vórtice de energia.

No início o movimento foi lento, mas depois acelerou. Fui tomado de um pavor intenso e meu corpo começou a

tremer. Ouvia as palavras “não resista”, como se viessem de dentro do meu peito. Eu estava sendo sugado para

dentro de um vácuo que parecia estar dentro de mim e não do lado de fora.De repente, perdi o medo e me deixei

levar. Não me lembro de nada do que aconteceu depois.

No dia seguinte, fui acordado por .um pássaro cantando no jardim. Nunca tinha ouvido um som tão

maravilhoso antes. Meu quarto estava iluminado pelos primeiros raios de sol da manhã. Sem pensar em nada,eu

senti – soube – que existem muito mais coisas para vir à luz do que nós percebemos. Aquela luminosidade

suave que atravessava as cortinas da janela do meu quarto era o próprio amor. Meus olhos se encheram de

lágrimas e eu percebi que nunca tinha reparado na beleza das pequenas coisas, no milagre da vida. Era como se

eu tivesse acabado de nascer de novo.

01 de Fevereiro 2009 às 10:13

brigida

 

 HERAUT :  In this circle and the apparent world, i proclaim the opening of this Imbolc ceremony. her symbol is the snow drop , the sacred symbol of the Goddess, that blooms radiantly in the snow.

 

 DRUID :   Northeast is  the place of the young child, a place of wind and water, the place of Imbolc, the season of Brighid. With water we are refreshed and purified while we can hear the spirits voice in the wind.

 

NORTHEAST :  Lady, the snowdrops have made their way up through the cold, wet Earth and we dream of your return.

 

ALL : Lady, return to us and bring us spring.

 

 DRUID :   Southeast is  the place of the light that rises, in the place of energy and fertility, Beltaine and the may hawk. Let our inspiration not extinguish.

 

SOUTHEAST :  The birds are ready to return from their winter sanctuaries and the trees are in waiting to grow new leaves.

 

ALL :  Lady, return to us and bring us spring.

 

 DRUID : Southwest is the place of the high summer, the place of Lughnasadh, the feast of Lugh. He/she guards and feeds the fire. His/her heart is the heart of the ceremony. May it be warm.

 

SOUTHWEST : The plants that have been harvested and have returned to you in Earth are on the virge of returning renewed.

 

ALL :  Lady, return to us and bring us spring.

 

 SOUTH :  Northwest is he/she that leads and sings the rythms of movement during the dark times of Samhuinn, where the caves of the soul are situated. May his/her voice and our actions be powerful. May we endure the storm of sound well.

 

NORTHWEST :  During this night we remember the Goddess of Winter, the Cailleach, whose time is passing. We now await the return of the Virgin.

 

ALL :  Lady, return to us and bring us spring.

 

 DRUID :  See how everything around us is air and fire. The leaves of the trees speak to us on the breath of the wind. In the heart of the forest we find the seed of the fire. The leaves whisper about the one that came with youth and hope. The Lady is near.

 

NORTHEAST :  (steps forward with the snowdrops and says:)

Welcome Brighid, mild virgin, bathed in the white, nurturing milk. The fire of spirit is in your eyes. Bless us with the breath of life. 

(stands next to south)

 

 SOUTH :  (steps forward with a candle and says: )

Welcome Brighid, Queen of the south, with your inner fire that touches the sun. may we feel the radiant warmth of your love in our hearts. Bless us with your inspiration.

 

(northeast and south walk to northwest and stand beside him/her)

 

NORTHWEST :  (steps forward) Welcome Brighid, seeer and guide, lead us safely through the sacred labyrinth to the center of the spiral. let the light of the young one bless us with healing.

 

(northwest leads and walks northeast and south in a spiral around the center of the circle – Northeast places the snowdrops by the central fire. – SOUTH lights two large candles)

 

NORTHWEST :  Brighid, guard our fire, this is your night.

 

(all three return to the northeast again walking in a spiral – South places the two candles or lanterns there to make the northeast gate – Everyone returns to their original places)

 

 DRUID :  In the name of the protectors of this Order and all present here, i welcome you Lady Brighid. Come and bless us all again with your presence.

 

LADY BRIGHID : (walks to the northeastern gate while carrying a lantern and the water, steps though the gate to the middle of the circle, puts down the lantern, raises the bowl of water and says: )

 

I bring this water of healing and renewal so everyone who is willing to thread in my footsteps can bring joy and inspiration to these lands.

 

(walks sunwise around the circle, pours a little water in the stretched out hands of each participant while saying : )

 

May this water bless you.

 

(returns to the middle of the circle, holds the lantern up and says: )

 

See the light that i have cherished. Every one of us has carried a little flame within from the moment of Alban Arthan, during the dark and cold period of winter. The Light of the sun will soon be powerful enough to warm up our hearts once more.

 

(goes back to the northeastern gate)

 

 DRUID :  Brighid is the Goddess of the well and flame, of fire and water. But she is also the Goddess of poetry and healing. If anyone has a poem, meditation or healing to share, please step forward and share it with us.

 

Excerto da Cerimónia do Imbolc realizado pela OBOD

www.druidry.org/

 

Bright blessings for everyone

 

 

 

25 de Janeiro 2009 às 11:34

Um presente para todos……

http://www.scribd.com/doc/3286231/El-Caballero-de-la-Armadura-Oxidada-Robert-Fisher

Esta versão está em castelhano mas existe traduzido em português

80090007_o_cavaleiro_armadura_enferrujadarl

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