
R. I. P.

O cantor jamaicano de reggae, Gregory Isaacs faleceu, ontem, aos 59 anos de idade, após uma dura batalha contra o cancro nos pulmões. Morreu na manhã de segunda-feira,25 de outubro de 2010 em Londres, onde passou parte dos seus últimos tempos de vida.
Mais uma perda irreparável para o mundo do reggae, Isaacs trabalhou com nomes como Sly & Robbie, Roots Radics, Leroy ´Horsemouth´ Wallace e Soul Syndicate e era dono de uma das vozes mais doces da Jamaica, tendo gravado centenas de discos.
Rest In Peace.
Tenho um amigo… De longa… Digamos de longuíssima data… (para vos dar uma pequena ideia, basta dizer que o conheço há bastante mais tempo do que vos conheço a todos vós que frequentam esta chafarica – o que não é pouco tempo – pois foi meu colega e amigo nos tempos do liceu, que conheci quando tinha 13 ou 14 anos). De seu nome João Catarino, naqueles tempos, era por nós conhecido como o “Cataralho”.
Nessa altura, a malta “competia” para ver quem tinha mais jeito para desenhar e o “Cataralho” era o “segundo” apenas superado pelo João Pedro… (eu era o terceiro ou quarto conform os dias, he he).
Recentemente, reatei relações com alguma desta rapaziada que reencontrei e já não via há anos e, voltando ao Cataralho, digo-vos que é um moço que respeito imenso.
Desde então tornou-se professor de desenho (num regime de free lancer), é pai de família, batalha pela vida a fazer aquilo de que gosta, mas sem segurança nenhuma (quando vai de férias, diz-me que vai de licença sem vencimento) e tem um blogue muito fixe baseado nos seus diários gráficos (uma área tornada recentemente visível por E. Salavisa, no nosso País e em que ele é um dos melhores).
Cada um constrói sua vida da maneira que pode, que quer, e para a qual tem coragem. A maior parte de nós apenas teve tomates para trabalhar para os outros e meteu os sonhos todos numa caixinha que só abre de vez em quando. Tornámo-nos mediocres assalariados, sem rumo, destino ou objectivo outros o mero pagamento das contas ao fim do mês, a compra ocasional de uma peça de roupa, um electrodoméstico ou, excepcionalmente, um carro.
O Cataralho trabalha para si (e, embora seja um teso, tenho grande respeito pelo rapaz) a ensinar (se é que tal é possível) pessoas a desenhar. Não sei se ele é alguém que concretizou seus sonhos, só sei que leva uma vida engraçada, sem teias de aranha, nem medos na carola…E que tenho uma certa inveja por não ter tido capacidade para o fazer como ele…
Tal como eu, ele adora o mar… mas não nos cruzamos nas férias por azar, já que ele também tem andado pela costa alentejana e algarvia a passear na sua carrinha, a velhota WV com tecto e interior da Westafalia (numa de Surf que é sua curtição).
Para vós que gostam de desenho (…e lembrei-me de ti, ó 13, que, em tempos também fazias uns “riscos”), achei que poderia valer a pena checar o Blogue dele, que é aqui:

Ave da ordem dos Piciformes, família Picidae, de tamanho pequeno a médio e com penas coloridas que podem ir do verde ao branco, passando pelo preto, e muitos outros tons, o pica-pau apresenta na maioria dos machos uma crista vermelha. Vivem em bosques onde fazem seus ninhos abrindo cavidades em troncos de árvores, onde também procuram larvas de insetos que se encontram dentro dos seus troncos, alargando a cavidade com seu poderoso bico e introduzindo sua longa língua humedecida pelas glândulas salivares, para as “sacar” cá para fora. Os ninhos são orifícios escavados em troncos de árvores o mais alto possível para se protegerem de predadores e os seus ovos, em número de 4 a 5, são chocados pela fêmea e pelo macho durante, podendo o período de incubação durar até 20 dias, dependendo da espécie (fiquei espantado depois de ver na wikipédia, com a quantidade de espécies de picapaus existente e com a sua enorme difusão geográfica, por quase todo o mundo).
O pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major) que é o que me parece ser o que aparece nesta foto da M é membro da família dos pica-paus (Picidae), encontra-se distribuído pela Europa e pelo norte da Ásia e é uma ave residente, com excepção das regiões mais frias da sua área de distribuição, onde assume características de ave migradora, em busca de paragens menos frias no Inverno.
Também existe em Portugal, embora não se compare ao mais espectacular de todos – o maior dos três que aqui ocorrem, o Picapau Verde que se caracteriza pela plumagem verde e amarelada, com o característico barrete vermelho (ostentado por quase todas as espécies). No nosso pequeno País à beira mar plantado, frequenta zonas florestais, nomeadamente pinhais, de preferência com algumas clareiras. Na Bélgica presumo que se comporte de maneira parecida, dependendo do tipo de árvores existentes
Se quiserem saber mais, vão à “Vuikipédia” como diria alguém que conheço…