05 de Maio 2010 às 18:45

Le quartier de La Baraque

Complemento às fotos que se encontram aqui:


5 Comentários

  1. Holof. no dia 6 de Maio de 2010 às 0:21

    Muito fixe! Uma aldeia de irreductiveis belgas que ainda resiste ao invasor… Incrivel! Pena que este reportagem apesar de que vai ajudar a proteger o bairro do avanço da cidade, tambem vai trazer muitos turistas… Afinal vai parecer uma reserva de índios…

  2. Margaridaa no dia 6 de Maio de 2010 às 7:43

    Tens toda a razão, Holof., e eu tirei aquelas fotografias todas, rápidamente e à sucapa, mas finalmente… as casas são magníficas, tudo é magnífico, e eles sabem disso, com certeza.
    No fim fomos bater a uma porta para perguntar o que era aquilo e fomos muito bem acolhidos, explicaram-nos por alto o que mais tarde vimos neste clip, disseram-nos que ultimamente usavam o factor “turismo” a favor deles, organizando visitas, de modo a informar e a sensibilizar as pessoas. Disseram também que gostavam que os “passantes” falassem com eles, que cumprimentassem…

    Não sei quanto mais tempo aquilo vai poder durar, a pressão imobiliária é enorme.

    O que eu posso dizer é que me tocou bem fundo!

  3. Nakata no dia 7 de Maio de 2010 às 15:44

    Os resistentes ao “invasor”, a guerra ao avanço imobiliário, etc. são clichés… As coisas são como são!
    Eu também me identifico com gente assim, no entanto, sei como estas coisas funcionam e não diferem muito do modo como cada um de nós vive na nossa vida normal. Os mesmos desejos, os mesmos conflitos, as mesmas frustrações…. não é bem uma alternativa… É apenas um modo meio diferente dentro do mesmo sistema.
    Essa coisa de estarmos rodeados pelo “inimigo” só decorre de um defeito de raciocínio nosso, se não virmos a “big Picture”… não é verdade (ou é e cada um sabe de si – podem existir inimigos e amigos em qualquer lugar, dependendo de nossa atitude e da forma como nos relacionamos com quem vive connosco…)
    Quanto ao resto, cada um vive como sabe e consegue.
    Remato assim: dizer mal é muito fácil. Mais do que dizer bem! Ter ideias alternativas, isso sim é difícil. E tenho encontrado muitos críticos capazes de apontar todos os defeitos (ou, pelo menos alguns) do “sistema” em que vivemos integrados e, mesmo aqueles que supostamente têm mais educação e que intimidam o “adversário” com o seu elaborado discurso, cheio de palavras caras, são capazes de pôr um travão, logo à nascença ao contraditório, mas não são capazes de produzir ideias alternativas ao modo como viemos todos, nem têm a coragem de adoptar viveres diferentes…
    Gajos que abominam o “mostro do capitalismo”, mas que existem no seu seio, completamente conformados, sendo das pessoas mais consumistas que conheço…
    Enfim, cada um é como cada qual e o meu respeito cai muito mais para o lado dos que fazem, do que para o dos que muito dizem, mas nada fazem

  4. xinha no dia 7 de Maio de 2010 às 17:54

    eu acho maravilhoso um bairro assim perto ou dentro de uma grande cidade. as cidades são fixes, tem montes de coisas boas. mas viver perto, e rodeado de algum verde em casas meias desenhadas e construidas por nós, é uma coisa fantástica.
    e depois, poder ter-se uma mini-horta, ou estar-se esticado ao fim d semana numa cadeirita ao Sol a ouvir os pássaros, sem fazer mais nada: hmm que maravilha..
    e poder mudar o visual ou alguns pormenors da casa sem gastar muita massa? tipo: olha agora vou rasgar aqui mais uma janelita. ou avançar aqui com um alpendre para os dias de muito sol ou chuva.. só de imaginar.. o m.pai q era arquitecto tb adorava a arq, selvagem, acho q todos gostamos de nos deslumbrar com as ideias imaginativas, ou soluções mesmo que chanfradas dos outros. daí talvez em parte, a atracção deste lugar.

  5. anab no dia 9 de Maio de 2010 às 13:57

    Confesso que gosto de cidades, de viver na cidade (talvez porque tenho a sorte de o sítio onde vivo ser relativamente pacato e ter janelas com vista). O que mais me atraiu aqui nesta pequena “ilha” foi a sua proximidade com a cidade, com todas as vantagens que ela pode significar. Por outro lado, esta proximidade torna-se ainda mais atraente porque a ela se junta o com contacto com a natureza, desta forma tão directo. Quanto à arquitectura, pois que será um pouco a concretização do que todos – mais ou menos – gostaríamos: poder construir a casa dos nossos sonhos sem constrangimentos , estéticos, monetários ou outros. Espero que esta comunidade consiga continuar e transforme a seu favor todas as pressões do meio circundante.
    Obrigada Margaridaa por esta descoberta!

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  1. [...] não sou boa a explicar, vou pôr um vídeo aqui, que explica tudo. Vale muito a pena, tanto o vídeo, para se perceber, como as [...]

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