08 de Janeiro 2008 às 00:29


Tai Chi no Shaolin Temple…


11 Comentários

  1. Margaridaa no dia 8 de Janeiro de 2008 às 19:57

    Lá nos veremos, L.R., falta pouco.

  2. luipa no dia 8 de Janeiro de 2008 às 20:44

    eh eh eh chama se a isto uma “panelinha”…

  3. Anonymous no dia 9 de Janeiro de 2008 às 0:32

    PODE ALGUÉM SER QUEM NÃO É?

    Agora fizeram-me lembrar uma poesia para a infância de Augusto Santa-Rita, efabulando sobre uma criança que adoeceu e a quem a aia não deixou ir ver os saltimbancos. Termina assim:

    «E o que não viu, desperto
    O que não viu olhando
    Pôde ver dormindo
    Pôde ver sonhando!»

    (note-se que o “pôde” com acento circunflexo é o da expressão original de meados do século XX)…
    No futuro, os avatares não serão mais limitados aos teclados e joysticks. O desenvolvimento dos aparelhos de realidade virtual é antigo, mas neste caso, trata-se de um fato justo ao corpo cuja superfície interna é um sensorium device com múltiplos chips, por forma a que todo o movimento feito por quem vestir esse fato, serão desempenhados lá no cenário onde escolhermos passear os nossos rabos virtuais. Efectivamente, é um mundo de possibilidades, até porque não só queremos prolongar a nossa identidade para além da morte e acreditar nos vaticínios das estrelas como, ainda por cima, colonizámos (eu não, os utilizadores desse software) o mundo dos nossos avatares com dinheiro, propriedade privada, exclusão social, etc., etc. É claro que passamos ao lado, olhamos mas não vemos. Eu próprio, aliás, congeminei há anos a contraparte destes sistemas com que vocês brincam nos computadores. Trata-se de uma espécie de mini câmaras que, dispostas no espaço em que nos encontramos como colunas de som em sensurround, emite feixes de laser que projectam imagens tridimensionais no espaço em que nos encontramos (por exemplo, o avatar em tamanho ral de um gajo qualquer, etc). Num espaço aberto, os sistemas mais sofisticados conseguirão simular a catedral de Chartres, a Porta do Sol ou investir em monstruosidades assustadoras, camuflagens para a guerra…
    Mas suponho (e lamento)que Vossas Luciferinas Majestades prefiram as panelinhas…
    Seja! Ao menos ainda somos livre de sermos quem não somos, como nos fados, nos teóricos do Quinto Império, ou no Sérgio Godinho – “pode alguém ser quem não é?…”

    Marley

  4. Margaridaa no dia 9 de Janeiro de 2008 às 7:23

    Ora ora
    E se pudermos ser tudo?
    Quem somos
    E quem não somos,
    uma vez uma
    outra vez outra…

    (Sonhei que era uma borboleta
    ou foi a borboleta que me sonhou a mim?)

  5. Amorena no dia 9 de Janeiro de 2008 às 15:38

    …sem comentários…

  6. Anonymous no dia 9 de Janeiro de 2008 às 17:59

    AMORENA
    Como não jogo no clube da L.R. e demais Majestades Luciferinas, apetece-me comentar o comentário. Basicamente, parece-me que comentar “…sem comentários…” é deveras revelador e, indiscutivelmente, interessante… Revelador, porque dá conta da tua vontade de não partilhar ideias – uma opção que respeito mas que não deixa de me fazer pensar nas razões pelas quais aqui venho. Faz-me lembrar a atitude do heroinómano a quem ninguém compreende a não ser os outros heroinómanos – os da sua panelinha – pois os demais, mesmo que se esforçem, jamais atingirão as profundidades metafísicas do seu vício, e daí o seu mutismo, a dispensa de comentários e, claro, a fractura entre leigos e iniciados, etc… Interessante, porque acabaste de dar alguma ressonância ao que escrevi: comentar “sem comentários” é, justamente, fazer aquilo que se diz não querer fazer, ou ser-se o que não se é. É como o “ceci ce n’est pas une pipe” escrito por debaixo da imagem do cachimbo do Magritte. Nalguns casos é arte, noutros é filosofia e noutros é confusão mental…
    … como quem se fecha dentro de… boxes, little boxes… (Pete Seeger) e constrói muros e muralhas defensivas, procurando novos isolamentos securizantes. Mas quando o lúdico cede lugar ao autismo e à autofagia, canibalizando tudo à volta, há que ter cuidado – até porque todos os heroinómanos tendem, canibalisticamente, a arrastar os que lhe são mais próximos para o vício… Aí, facilmente se perde o controle, ainda que a ilusão persista…

    Marley

  7. Margaridaa no dia 9 de Janeiro de 2008 às 20:56

    Sobre o SL já ouvi falar muito bem e muito mal (pelas razões que sabemos.).
    Tenho lido sobre o assunto. Interessa-me. E realmente ainda ninguém falou de um aspecto que existe no jogo : a aprendizagem, a possibilidade de se usar a imaginação. Todos os objectos são formados a partir de formas geométricas básicas, o cubo, o cilindro, o cone…, que depois são modelados a partir de medidas que se introduzem nos sítios adequados. Mesmo a bijuteria é formada a partir destas formas. Pode-se modelar a forma do avatar dentro do programa ou do exterior. Também se pode conceber a roupa, não exactamente da mesma forma, mas precisamos à mesma de aprender a lidar com a “ferramenta “ que nos é dada. Tudo isto, esta parte que acabei de citar é altamente aliciante para mim.
    Depois há a comunicação entre os avatares. Se bem que seja virtual, reflecte a pessoa que se encontra por trás desse avatar, da mesma maneira que um livro reflecte o autor.

    Dizem os budistas (e muito bem, a meu ver) , que a via certa é a via do meio, que a corda não deve estar nem solta nem demasiado tendida. E este conceito aplica-se a tudo.

    Onde eu quero chegar é que o bem e o mal isolados não existem, existe sim um equilíbrio, uma dança entre eles. O jogo é o jogo, independente de rótulos.

    Esta é a maneira como eu vejo este assunto. (Sinto muitas vezes uma enorme dificuldade em explicar claramente o que penso).

  8. Amorena no dia 9 de Janeiro de 2008 às 22:31

    …decididamente, sem comentários…e chama-me o k kiseres, és bom a rotular as pessoas…ñ posso deixar de notar, no entanto, k, ao k me parece dado ver, esta foi, desde o início deste blog, a “postagem” k a mais comentários deu azo (ou aso??)…apenas me pergunto: porque será ?…

  9. Anonymous no dia 10 de Janeiro de 2008 às 9:50

    Ó Amorena, não é para te chamar nomes nem rotular, mas a falar (ou a escrever, neste caso) é que a gente se entende!… Também sabemos todos gerir e partilhar silêncios, mas aqui – pelo menos do meu ponto de vista – é para aproveitar a oportunidade que a gentil margaridaa nos deu para regarmos o nosso jardim (tu sabes a conversa: a amizade é como um jardim. Se não regas…). Além disso, sabes bem que te adoro – a ti e a todos os nossos amigos – mais do que a muitas centenas de milhões de outros bichos humanos, pelo que não escrevo coisas para te fazer mal mas, antes, para te estimular!
    Interrogas-te sobre as razões do elevado número de postagens nesta entrada. Porque será? Não parece difícil uma resposta, e aposto que estás a pensar numa resposta para a tua pergunta – algo do tipo: “há mais postagens porque o tema SL é fabuloso e mais interessante do que tudo o resto”. Julgo que, intimamente, deve ser isto que anseias ouvir, mas gostava de estar enganado (em todo o caso, eu acho o SL um fenómeno interessantíssimo para nos ajudar a compreender a natureza humana e o mundo em que vivemos, basta acompnhar as novidades em http://blogs.publico.pt/discursosdooutromundo/). Ah, a resposta ao “Porque será?”: Há vários factores que fazem com que as coisas sejam como são e, geralmente, nunca os conhecemos todos, mas aqui atrevo-me a destacar 1) a margaridaa (I love you baby!….) gosta de dialogar – e, em boa medida, é para isso que servem os blogs 2) a luípa atreveu-se a escrever uma linha (alguém tem foguetes?). É coisa (ainda?)tão rara que também estou em crer que lhe falta estímulo e estimulação, claro… Ou então não tem nada para dizer, não se quer dar, partilhar…; e, certamente, está escaldada com os caramelos que pululam pelo ciberespaço e lhe entram pela vida adentro, preferindo o recato das panelinhas… 3) o Marley dá umas picadinhas que ajudam à festa…
    Pronto, agora vou pregar para outra freguesia. Descobri um borracho canadiano que tem bué de coisas interessantes para dizer. Chama-se Naomi Klein e podem conhecê-la em http://www.naomiklein.org/video-audio
    Beijo beijo

    Marley

  10. Zacarias no dia 12 de Janeiro de 2008 às 0:00

    Estava eu para aqui a ler esta interessante polémica, quando de repente tudo começou a abanar violentamente à minha volta.
    Primeiro pensei que seria da intensidade da disputa, mas depois o abanão persistia e o candeeiro á minha frente parecia subitamente enlouquecido num bailado frenético, que nunca mais parava.
    Deixei de achar piada e pensei para onde fugir.
    Estúpidamente comecei a desligar o computador, mas a música continuava lá. Fugir para onde ?
    Por fim parou, já estava a ficar algo pálido confesso. Olhei á minha volta e já nada mexia.
    Que alívio!
    Mais tarde vim a saber que um tremor de terra de intensidade 4,7 de escala de Ricther, acabara de abalar a minha tranquilidade.
    Safa !!!

  11. Anonymous no dia 12 de Janeiro de 2008 às 1:42

    Sortudo!… A última vez que eu dei por um abanão foi em 1969! (até me sinto dinosauro ou qq koisa assim mesmo em vias de extinção…) Daí para cá só ouço falar e leio nos jornais, mais nada…
    Abraço

    Marley

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