(aqui fica um excerto académico para mudar de assunto…)
O Fantasma
Frente a esta proposta preocupou-me mais o desafio técnico do que propriamente um primeiro resultado. De facto, para tal, nada melhor do que pegar na máquina e começar a registar.
As primeiras exposições despertam a visão para as preocupações mais directas desta actividade, em muito adormecidas pela era digital, e à medida que o olho se habitua a estas configurações define-se pouco a pouco tipo de imagem que procurava. A Marginal parece abrir o seu fado do esquecimento à minha objectiva, e atarefo-me a guardar memória.
Diante já das duas imagens escolhidas o método pode parecer distante. Uma sombra sobre água corrente foi o momento. Fascinou-me a forma como esse registo inesperado sugere um enquadramento desejado e comunicante quando quase tudo deve ao acaso. Algo como encontrar na revelação uma qualquer presença ou intervenção exterior.
Se este momento parece questionar os limites da realidade, a imagem encenada não será menos perturbadora. Um auto-retrato de mim para a objectiva e em que esta se torna mesmo o centro do estudo. O carácter gráfico final remete de certa forma para a própria prática fotográfica, mantendo todos e quaisquer enigmas ficcionais em aberto.
Não serão tão surpreendentes as conclusões técnicas quanto as possíveis linhas de pensamento. Afinal a proximidade com o próprio instrumento vem apenas com a experiência mas será todo o processo, os erros e acidentes, e principalmente, o resultado final, ponto de partida para extensa reflexão. Até que ponto vai a fidelidade do momento, propenso à crueza; até que ponto pode ser o momento manipulado, tanto pelo produtor quão pelo intérprete ou até por elementos terceiros. Talvez a imagem do momento fora da sua realidade não seja mas que o registo do momento como se quis mostrar. Será então muito ténue a fronteira entre o encenado e o espontâneo, louvando-se em ambos as possibilidades expressivas, mais do que documentais.
(outros não-delírios académicos em oldblo)



















9 Comentários
Zacarias no dia 11 de Janeiro de 2008 às 23:50
É um fantasma muito bem aparecido.
Com um discurso algo surpreendente.
Captar o momento é a missão impossível de aprisionar o presente numa redoma intemporal.
No entanto vale sempre a pena tentar.
Quero ver mais!
Digital ou analógica é uma discussão secundária, o importante é a imagem.
Um abraço para ti.
dardna no dia 12 de Janeiro de 2008 às 0:07
Vale sempre a pena quando a alma não é pequena
Abraços do Nuorte!
Anonymous no dia 12 de Janeiro de 2008 às 1:37
dardna
gostei dos blogs pá! Fiquei inebriado de imagens e satisfeito com tanta criatividade em estado puro! Aquilo por lá parece um vulcão!…
Ah!… e obrigadão belo Nick Cave. Entretanto já fui ao MuteSound e achei… que é um lugar de muita generosidade, pois receber é canja, enquanto que dar é um bocado complicado, com tanto registo, instruções e tatata…
Abraço
One Love
One Heart
Marley
Margaridaa no dia 12 de Janeiro de 2008 às 10:48
Marley
A única formalidade é arranjares um nick name (se não quiseres por o teu), e um endereço email. Tudo o resto é simples!(Fala a experiência!)
Anonymous no dia 12 de Janeiro de 2008 às 17:50
Ná…
Acabo de passar umas duas horas no mutesound e é bastante complicado. Os guest downloads (onde há coisas que parece não haver noutras secções) não estão acessíveis a partir da página de entrada e depois de um bocado, com login feito e tudo, aparece uma mensagem a dizer que não tenho permissão.
O pior é que descarreguei um duplo dos Therion onde faltam os dois últimos temas do disco 2 – ganda galo!…
Mas o que me deixou a vibrar foi ter descoberto por lá (também só nos guest downloads) o Strictly Rockers II que, a avaliar pela secção onde está (caseiros) e pela qualidade do som, suponho ter origem numa cópia que, no período jurássico, terei oferecido ao sponji. O dardna deve tê-la digitalizado e eis aquele somzão fabuloso proveniente de uma fita com mais de vinte anos e que tem cá uma história… Não estou enganado pois não?
Marley
Anonymous no dia 12 de Janeiro de 2008 às 20:27
… para já não falar nos links de downloads para o rapidshare em que me dizem que já gastei os meus downloads gratuitos e, a partir de agora só a pagantes…
Marley
Anonymous no dia 12 de Janeiro de 2008 às 22:36
… ah, já me esquecia: e aquela compilação do velho scratch, não tem lá um dedinho aqui do je? Se não tem… é porque há sintonias nas escolhas que transcendem o meu entendimento…
Marley
Margaridaa no dia 12 de Janeiro de 2008 às 23:58
Falta de hábito, Marley!
Amanhã falo-te disso tudo por outra via.(Tudo é simples, desde que se saiba.)
Margaridaa no dia 13 de Janeiro de 2008 às 19:02
Depois de explicar as coisas sobre o mutesound a Marley, fiquei a pensar que talvez fosse útil passar essa informação para aqui, no caso de haver alguém com as mesmas dúvidas.
1 Uma vez que já te inscreveste, podes escolher que o computador te “log in” automáticamente, cada vez que queres entrar no Mute.
2 Aquela parte primeira, ( Guest Downloads) na pag de acolho é como um hall de entrada.Todas as pessoas tem acesso, podem ver o que há , mas não podem descarregar nada. A vantagem para quem já está inscrito é poder ver o que foi postado, o que há, e depois ir às secções respectivas para download. Tens que ter atenção, há certos discos que tem password.É raro mas acontece. Precisas desse pass quando descomprimes.
3 Na maior parte dos casos os discos tem mais que um link. Serve isso para poderes descarregar mais à vontade visto que no rapidshare free tens que esperar 3 horas para poderes descarregar novamente.
4 Acontece por vezes haver links mortos. É necessário chamar a atenção, para se poderem retirar esses discos ou arranjar novos links.(No “post reply”)
5 Cada tópico (cada disco) tem lá um botãozinho post reply . Tudo o que tiveres a dizer sobre o disco, bom ,mau, link morto…enfim…, carregas aí, escreves a tua mensagem e carregas em enviar.Se quiseres apagar a tua mensagem carregas em editar, já na mensagem e podes modificar, apagar… e depois enviar.
A melhor coisa que podes fazer para retribuir o serviço é reagires; Post reply nas músicas que te tocam(ou não).
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