18 de Junho 2008 às 15:49

Alegrias

Li, há tempos nalgum lugar (aliás, acho que até já o tinha escrito também), que, num inquérito realizado em Inglaterra junto da população mais idosa, a resposta mais frequente à questão sobre qual seria a coisa que mais se arrependiam de não ter feito ao longo de suas vidas passadas, foi: Sexo!

Aparentemente, os velhotes ingleses, chegados agora à hora de olhar para trás e de fazer balanços sobre as suas vidas, descobriram, com pesar, que não tinham rebolado na cama (ou noutro local qualquer), nem feito as “malandrices” todas que poderiam ou deveriam ter feito e arrependem-se por isso.

Causas ou razões por detrás das realidades desvendadas, são algo que inquéritos como este não desvendam, mas não será muito complicado imaginar algumas, se nos pusermos a pensar. Os pudores que todos temos, as convenções sociais por que nos regemos, as limitações que certos afectos nos impõem, a moral judaico-cristã e a sua mania da monogamia, as inseguranças e os medos, etc. são apenas a ponta de um enorme Iceberg que faz com que não vivamos tanto quanto gostaríamos, com que não espalhemos o amor a torto e a direito ao longo da vida, com que não sejamos tão felizes como poderíamos ser, que não descarreguemos agressividades, tensões, etc, no mais saudável dos desportos…

A Razão porque escrevo estas palavras prende-se apenas com o facto de querer deixar aqui dito que, às vezes, andamos presos a problemas, ressentimentos, tristezas e relações que só servem para nos puxar para baixo. Uma carga enorme e pesada que acartamos connosco que não serve para nada e torna nossas vidas numa sombra daquilo que poderia ser. No fundo, para dizer aquilo que já toda a gente sabe, mas que a lucidez de uma velhice despida de preconceitos permite ver com maior clareza…

…E nada que uma boa “Queca” não resolva!


2 Comentários

  1. xinha no dia 18 de Junho de 2008 às 21:24

    Esta foto faz-me lembrar um anúncio da Peugeot (acho que era esta marca) com umas joaninhas doidas gemendo e gritando de amor, a achincalharem o carro que balançava de toda as maneiras Um anúncio muito giro que me fazia sempre sorrir e suspirar de inveja. Pelas cambalhotas claro. ((( : P
    Eu percebo os velhotes, mas no tempo deles também havia muito mais culpas, e tabus do que hoje. Felizmente a coisa tem se vindo a aligeirar, e ainda bem.
    Eu sou franca, estou cada vez mais amoral nestas coisas. Sempre que me apetecer e houver oportunidade, não deixarei de a aproveitar. E seria uma estupidez não o fazer, à luz do que hoje sei e sinto. Há limites, claro, não vou dormir com o tipo da garagem aqui em frente, era um bocado arriscado aqui para a minha reputação na rua, a qual já não é muito boa, para dizer a verdade. Mas já arriscaria com um dos putos do andar de cima que já andam na casa dos trinta e qualquer coisa…Também não gosto da ideia de me meter na vida dum casal. Salvo raras excepções. Há uns tempos tive uma oportunidade e deixei-a cair porque o tipo era casado. Depois percebi que eles até têm uma relação aberta. Mas na altura não sabia e não fui capaz…tive receio de me envolver emocionalmente, sobretudo porque estava muito carente de afecto. Ás vezes é fácil confundir tudo, o sexo, o amor, os afectos…E nestas coisas é preciso estar atento…não misturar…para não criar confusões…Claro que é muito mais compensador quando estas coisas andam todas juntas…mas a não ser possível…bom, venha o que vier…que eu agradeço aos deuses…

  2. RV no dia 20 de Junho de 2008 às 9:49

    Pois… Eu nessas coisas sou conservador (acho eu… porque as vezes em que saí da linha “normalidade”, apesar de inicialmente estar um pouco de pé atrás, curti bastante)… Digamos antes que há coisas que nunca experimentei e que, não obstante, tento ter a mente aberta.
    Mas voltando ao que interessa, como vês, um gajo fala em sexo e (para além da parte afectiva, claro) vêem logo à baila palavras como reputação, parece mal, limites, etc. A verdade é que os velhotes de que falamos não são assim tão diferentes de nós como isso…
    Beijocas

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