17 de Junho 2008 às 08:54
Deve andar no ar…
No espaço de dois dias , recebi de duas pessoas diferentes, de sexo, idade, meio diferente, o mesmo grito : solidão entre quatro paredes. Não se vê.
E eu, não sei porque me apeteceu escrever sobre isso. Talvez para alertar uns para olhar pelos outros.
Estender mãos, toque, contacto.
(Eu sei por mim, às vezes sou desatenta…)

















3 Comentários
xinha no dia 17 de Junho de 2008 às 13:38
Quando já não resta mais ninguém, quando estamos tão isolados que não temos com quem partilhar, falar, desabafar, a solidão pode de facto ser uma ferida aberta, e dolorosamente difícil de suportar. Mas além do isolamento físico, também há quem sofra em silêncio rodeado de gente, por falta de identificação, e de compreensão…
A solidão pode ser realmente desastrosa, sobretudo no que toca à saúde mental. Pode alterar o miolo e comportamentos de forma bastante negativa. Criando modos de cognição distorcidos, psicoses etc..
Mas também há quem precise de isolamento, e goste de viver em retiro ou clausura, por opção. Que aceita a solidão como uma benesse, e a viva de forma satisfatória.
Zacarias no dia 19 de Junho de 2008 às 0:01
Até há algum tempo atrás, quando pensávamos em solidão, imaginávamos algum Robinson Crusoé, abandonado numa ilha deserta.
Hoje, com o crescimento exponencial das grandes cidades, por um lado e o quase desaparecimento de ilhas desertas, por outro , a ideia de solidão é recriada de outra forma e imaginamos um ser emparedado, entre si próprio, no meio de uma multidão distraída, que passa por ele e não o vê.
Será esta solidão ainda pior que a anterior ?
É possível, mas isso até não é o mais importante.
A História deste planeta, mostra inequivocamente, que o ser humano só sobreviveu em grupo … mas também nunca este planeta teve tanta gente como agora …
Combater a solidão e integrar-se e conviver socialmente em qualquer grupo é uma espécie de alimento social, tanto ou mais importante, que o alimento nutricional, que consumimos no dia a dia.
Ser social e conviver em grupo é também um exercício de tolerância, em que se torna necessário democratizar o nosso ego e fazê-lo compreender que ele não é nem mais, nem menos importante do que o de qualquer outro que exista á nossa volta.
Tenho muitos amigos. Preciso deles, das suas palavras, dos seus sorrisos, das suas ideias, tanto quanto preciso do alimento para o almoço.
Se por vicissitudes da vida, perco algum desses amigos pelo caminho, não descanso enquanto não encontro outro, ou outros, que ocupem esse lugar.
É essa a minha filosofia e aceito os meus amigos na sua plenitude, com as suas qualidades, claro, mas também com os seus defeitos, que tem forçosamente que ter.
Por falar nisso, estou com saudades de bater um bom papo, com todos vocês.
Um abraço.
Margaridaa no dia 19 de Junho de 2008 às 7:44
..como pode alguém ocupar o lugar de outro alguém?…
Cada amigo é único, precioso.Um não é igual a outro, todos tão diferentes!!
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