18 de Fevereiro 2008 às 23:57

US AND THEM

dizem que o mundo vai acabar em 23 de dezembro de 2012
meus queridos…….temos 4 anos
4 anos para nos divertirmos
4 anos para nos amarmos
4 anos para conviver

preparemo-nos para a passagem de dimensão………..

why fighting?
make love not war

posted by janus


6 Comentários

  1. Margaridaa no dia 19 de Fevereiro de 2008 às 8:38

    Já diz Sérgio Godinho, hoje é o primeiro dia do resto da nossa vida!!
    É sempre bom lembrar, para aproveitarmos a fundo o aqui e agora.

  2. Anonymous no dia 19 de Fevereiro de 2008 às 10:29

    Onde te venderam essa pomada de jibóia, Janus? Eu vejo essas ideias acerca do fim do mundo com grande preocupação. São conhecidos os acontecimentos motivados pelo pânico induzido pelas crenças dos fanáticos do ano mil, assim como em diversos outros momentos da idade média europeia e em diversas outras ocasiões ao longo da história – dentro e fora da Europa. Casos houve em que populações inteiras acometidas pela pesta negra se entregavam à devassidão, pois como iam morrer em breve, achavam que tudo lhes era permitido. É a “lógica” do “aprés moi la déluge”, como escreveu Émile Zola. Acontecimentos desconhecidos, reais ou imaginários, e que escapam ao controle humano, assim como todos os momentos de mudança social intensa, caracterizam-se por uma certa efervescência de que há, actualmente, um vasto conhecimento, não se limitando a um passado mais ou menos remoto em que, de modo simplista, podemos sempre invocar a irracionalidade das crenças. Assim, depois da queda do muro, a Alemanha e a Polónia foram varridas por uma vaga de medo de lobisomens e de bruxas, e na Rússia, com a Perestroika, foram os discos voadores. Os psicanalistas chamam-lhe “o regresso do recalcado”… Por cá, nunca se viram tantos discos voadores como no período que se seguiu à Revolução de Abril… E são também conhecidos os fenómenos messiânicos que atingiram as sociedades não-europeias destruídas pela expansão europeia. Quem nunca ouviu falar na “ghost dance” dos indios das pradarias (linda música da Patti Smith…), ou nos “cargo cults” da Oceania e na demanda da Terra sem Mal dos Ameríndios do Brasil?
    Depois há os casos também conhecidos da passagem de cometas, que levava outrora populações inteiras à histeria motivada pela crença no fim do mundo. Outrora? Não, não só outrora. Se bem se recordam, aqui há uns vinte anos, pouco mais ou menos, uns pseudo rosacruzes da chamada Ordem do Templo Solar conseguiu convencer cerca de quarenta pessoas a suicidarem-se, convencidos que iam entrar numa nave espacial que os ia levar para Sirius. Foi na Suiça. Apareceram mortos com o uniforme da seita e panos a tapar a cabeça, que era para fazerem melhor a viagem para a “nave”. No Canada, gente desta mesma seita esfaqueou um bebe de meses de um acólito da seita, convencidos de que se tratava do anti-cristo…
    A coisa não fica por aqui. Hoje, continuamos a ter debaixo dos nossos narizes mais seitas que se aproveitam das fraquezas das pessoas e daqueles que lhes aparecem nos consultórios com sede de mudança de justiça e a necessitar de ajuda, e manipulam-nas, violentam-nas com crenças absurdas e, por vezes, levam-nas a cometer os maiores disparates. Isto representa hoje um perigo considerável para os crentes e para os incautos, pois passámos a uma fase em que os alvos são agora as crianças. Se têm problemas de atenção ou de comportamento, haverá aí alguns “psicólogos” que se encarregarão de vender uma pomada de jibóia apropriada: dirão que são crianças especiais (como se as crianças não fossem todas especiais…), muito evoluídas, que vieram à terra para elevar a frequência vibratória (que barbaridade…) do planeta: têm auras de cor indigo e outras são “cristal”. Como é óbvio, só a gentalha desta seita é que percebe disso e consegue lidar com estas crianças, daí que procurem convencer os pais (os que cometem a imprudência de lhes levar os filhos) de que necessitam de agir de forma que só eles sabem. Se os pais se querem afastar, então, vem a ameaça do suicídio dos filhos. Esta gentalha tem diplomas académicos e, entre outras coisas, dizem aos seus fiéis que, de acordo com o calendário maia, o mundo vai acabar em 2012, ou melhor: acaba o velho mundo e inicia-se uma nova era para a qual só alguns estarão preparados. Esta gente, que vende cursos de coisas como “terapia galática” aos ingénuos que caiem sob o seu poder, fascinados com os aspectos lúdicos do “encantamento do sonho”… Esta gente, que vive da exploração das fraquezas dos outros e que dissemina o obscurantismo (na origem da seita está um daqueles americanos que se auto denominam “channelers” e que diz que fala por ele um extraterrestre chamado Kryon. Como ele há milhares a fazer dinheiro à custa da estupidez alheia, mas este teve sorte e tem vendido bem) servindo-se, sem escrúpulos, das crianças… Esta gente mete-me nojo.
    Aconselho-vos a terem cuidado com os consultórios de “psicologia” que frequentam, com as pessoas a quem pedem ajuda, com os “terapeutas” que vos recomendam. Não lhes entreguem os vossos filhos.
    Janus, o mundo não vai acabar em 2012! Os que te disseram isso sofrem da pior das doenças do mundo moderno: a estupidez que vem de mão dada com a maldade.
    Põe os olhos na mãe terra que te nutriu. Olha para as árvores, para as plantas e para as gotas de orvalho pela manhã. Vê a aranha na sua teia, os filhotes de cão, as nuvens a lua e as marés. Bate os pés na terra e ouve o tambor que te bate no peito. Isso é quanto basta.
    O único mundo que eu gostava de ver acabar – e não era em 2012, era já – é o mundo pequenino e grotesco de todos os Kryons deste mundo, dessa gente nojenta que espalha a peçonha em redor e se serve das crianças para a sua promoção.

    One Love
    Marley

  3. Margaridaa no dia 19 de Fevereiro de 2008 às 11:56

    Eu também não acredito que o mundo vai acabar, assim, numa data prevista.Mas há um conceito que os budistas veiculam, que é a ideia da impermanência.Tudo muda, tudo se transforma.A cada instante. Essa ideia é para mim a mais importante, a de ser necessário dar a devida atenção aos momentos que vão passando por nós, viver o melhor possível, dar o melhor de nós a cada momento.(Às vezes não se consegue, mas pelo menos tenta-se!)

  4. Amorena no dia 19 de Fevereiro de 2008 às 23:34

    hehehe…meu bom marley és tão previsivel…
    então e dos pink floyd?………….ninguém fala?
    sim………pink floyd………em casa do eduardo, vizinho do camões…….janelas fechadas, luz apagada………seruma de moçambique……..ahhhhhhhhhh……….é tudo tão pouquechinho hoje em dia……………………….

  5. Margaridaa no dia 20 de Fevereiro de 2008 às 7:41

    Está visto que este álbum dos Pink Floyd teve o condão de ser importante para muita gente. Para mim também foi , e muito. Foi logo o que pensei quando vi a música. Também gostei muito da imagem. O espaço. Fascina-me. (Há muita coisa que me fascina!)

  6. Anonymous no dia 21 de Fevereiro de 2008 às 10:02

    Ainda bem que sou previsível Janus! Assim os meus amigos já sabem que contam comigo!…
    Não falei dos Pink Floyd porque me pareceu mais relevante a cena do fim do mundo, mas se bem que goste de praticamente todos os trabalhos da banda, a mim, o que me marcou mais foi o Wish You Were Here. Quanto à Seruma, no meu caso não era Pink Floyd, mas Genesis – The Lamb Lies Down on Broadway…
    (I’ve got sunshine im my stomach while I rock my baby to sleep…
    sleep, deep in the deep…). E não fechávamos as luzes mas sim os olhos, deitados no chão a ouvir música… deep, deep in the deep…
    Um grande abraço

    One Love
    Marley

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