29 de Outubro 2008 às 08:49
Foi Ana Barata quem falou primeiro desta música, e no outro dia Holof. voltou a falar nela.
E eu tive vontade de a mostrar às outras pessoas que por aqui passam, porque gostei tanto, porque foi tão surpreendente esta música árabe com palavras em português…
Rabih Abou-Khalil (feat.Ricardo Ribeiro), do álbum Em Português :

















3 Comentários
Maio no dia 29 de Outubro de 2008 às 14:42
É um disco muito interessante, sem dúvida! Sabendo que as opiniões valem o que valem, que é muito pouco ou mesmo nada, não resisto a opinar.
Confesso que simpatizo bastante com a música de fusão arab-jazz (e os rótulos são sempre redutores e insuficientes…) do libanês Rabih Abou-Khalil, que considero agradável e reveladora de um enorme talento na composição. Para os apreciadores de alaúde solo, o album “Il Sospiro” deverá ombrear, em qualquer colecção, com os trabalhos de Munir Bashir ou de Naseer Shamma.
De fado também gosto bastante, mas com um senão: salvo raríssimas excepções, não gosto de ouvir homens a cantar fado, por mais que reconheça o valor e o talento de velhos e novos, de Carlos do Carmo a Camané. As mulheres, essas sim, fazem a minha imagem, a minha paisagem sonora, do fado – que é também uma imagem de Lisboa, cidade mulher e menina.
As minhas excepções, referentes ao sexo masculino no fado, são de dois tipos. Primeiro, todos os homens que ousam “falar o fado”, que é um género pouco divulgado: de João Vilaret a Lopes Victor e tantos outros de enorme e ignorado talento. Em segundo, os casos concretos: Alfredo, o Marceneiro – o grande e único, inigualável “Ti Alfredo”, um dos maiores fadistas de sempre; João Ferreira Rosa; e, finalmente, Paulo de Carvalho, que apenas episodica e pontualmente se dedicou a esse género, visto tratar-se de um músico ecléctico, que oscila entre a canção popular e as fusões de contornos jazzísticos cruzando com as incontornáveis influências africanas…
Posto isto, é preciso dizer que nunca ouvi o Ricardo Ribeiro a cantar fado – se ouvir até é possível que goste. Mas o seu canto sobre composições do músico libanês, produzindo um efeito engraçado e deveras interessante (o album foi bem recebido e, provavelmente, foi ou será galardoado pelos críticos), não me entusiasmou muito.
Merece este disco, contudo, um lugar na galeria de experimentação do fado, ao lado do Rão Kyao (que conseguiu fazer fado com saxofone ou com músicos chineses), da Maria Ana Bobone (acompanhada pelo cravo de João Paulo Esteves da Silva, nosso antigo colega de liceu), ou dos “A Naifa”, para referir apenas alguns dos casos que me soam mais interessantes.
Em suma, uma excelente peça de colecção
Margaridaa no dia 30 de Outubro de 2008 às 9:26
…João Paulo Esteves da Silva…conheço?
xinha no dia 30 de Outubro de 2008 às 10:07
É giro, como somos todos diferentes.. eu sinto exactamente o contrário do Maio: só gosto de, algumas, vozes dos homens no fado, e não consigo gostar de nenhuma das mulheres, à excepção da Amália. Embora reconheça que há mulheres fadistas interessantes e com boa voz…
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