01 de Maio 2009 às 11:19

Beltaine 2

JANUS DRUID : Let us now, in our sacred circle and in the secret places of our hearts, be witness to the unifying of those two powers, the Emperor and father of life and the Empress and mother of the land.

FLOWER QUEEN :  (steps up from her place in the north-east and looks at the king)
I speak to the sower of the seed, the free Lord of  wild nature. I speak to the father of the accelerating life in my womb. To the woman, to be man, to the Queen to be King.

GREEN KING : (steps forward from the south-east and faces the queen)
I am the sower of the seed. I am the force of wild nature. With you i shall be the father of the child. With you i shall be the husband of the land. I am the King for the Queen and will hold your hand.

PADDS DRUID : The power of love points to the unification of the God and Goddess.


3 Comentários

  1. xinha no dia 1 de Maio de 2009 às 11:49

    Aí está um assunto interessante: o poder do amor.
    não do amor que nos atrai por polaridade (q é efémero e pode ser ilusório), mas do que resiste ao tempo, em liberdade (onde não mora a palavra ciúme), por reconhecimento (de aspectos éticos e princípios importantes de vida), por empatia emocional, quando se vibra por coisas semelhantes, por partilha de interesses e entendimento intelectual, por um passado comum semelhante (antecedentes e vínculos fortes), e claro atracção mútua.
    aí está um assunto que podíamos explorar… o que é? que sentimento é este? e que poder exerce sobre nós? como actua em nós?

  2. Maio no dia 2 de Maio de 2009 às 2:43

    Curioso pensar no… amor sem objecto de desejo, sem atracção… um amor que se dirige indiscriminadamente a todos os viventes e, até, às coisas inanimadas… mas que é particularmente empenhado na direcção dos que sofrem, dos desvalidos, dos abandonados. A consciência do dever na ética daqueles que praticam o karma Yoga, ou a embriaguez devota dos que vivem para a adoração, sempre alterados pelo mel e pela ambrósia… Bakhti… Eis os verdadeiros mistérios do comportamento humano.
    Será isto, também, a ataraxia, a indiferença suprema de Pírron e Epicuro?

  3. xinha no dia 2 de Maio de 2009 às 13:55

    Com ou sem objecto de desejo, mas que resiste para lá da paixão. E que sim, se pode sublimar em algo mais abrangente, sob a forma de devoção ou entrega. É engraçado essa imagem do mel e da ambrósia, pois já me aconteceu mais que uma vez, e não estava ao pé de flores, nem de gente com perfume… percebi que tinha cheirado qq coisa especial… Serão memórias? ou terei tido acesso a algum patamar do paraíso?
    Sim eu acredito completamente nesse estado, de libertação. mas não tem que haver necessáriamente renúncia ou privação do prazer. Pelo contrário, os estímulos e o desejo podem funcionar como motores de arranque e compreensão. Nisso sou completamente sufista ou tantrica. para mim a virtude, a ascese não está na negação, mas na abertura do coração (como defendem os budistas e cristãos).
    Objectivado ou não, a sós ou com a pessoa certa, o amor pode-nos ou não ajudar a evoluir, a desenvolver como pessoas, a aceder a outros planos de nós mesmos?.
    por exp, o domínio, o ciúme e a possessividade, matam à partida a autonomia necessária à evolução individual. Como pode alguém que não entende o que é a abnegação, ajudar outro alguém a evoluir em direcção à liberdade, a estados de união mais alargada com o todo? e como viver hoje no nosso tempo o conceito de liberdade e democracia, se se continua agarrado, no que há de mais básico, a princípios católicos de repressão e castração?
    Se vivermos rodeados de gente com a mesma compreensão ou o mesmo propósito, o dharma, a ‘via’, é certamente facilitada, é um pulinho.. Por isso é que há mosteiros.
    Obrigado Maio, pois espicaçaste-me a curiosidade, e fui investigar (sabia lá quem era Pirrón): e assim mto resumido, parece-me que o excesso de dúvidas de Pirrón, tomado como exemplo de conduta, não faz avançar o mundo. Quem não toma decisões, e é indiferente, e preguiçoso, não progride. E com esse espírito nada se alcança. Sem algum esforço a ataraxia parece-me uma meta distante.
    Epicuro compreende a liberdade e o prazer, mas tb a quietude da mente e o domínio das emoções, ok, nada que um yogui não entenda.

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