01 de Fevereiro 2010 às 05:20

Corpus, Mente e Alma vão dar um passeio pela margem das lagoas da Terra Média. O Sol brilha de uma maneira especial nesta tarde outonal, e de repente Corpus inicia a seguinte conversa:
– Alma, não te parece que passou muito depressa o tempo em que aqui estivemos todos juntos?
– Bem, Corpus, que queres dizer com isso? Que o tempo passou muito rapidamente?
– Já está na hora de regressarmos a casa e gostaria que o tempo tivesse passado mais devagar, para desfrutar mais do passeio, que foi tão agradável.
– Eu também desfrutei e penso que temos de fazê-lo mais vezes, mas não entendi nada acerca do que me perguntaste. Deves fazer a pergunta à Mente, não achas, Tricerebrin?
– Obrigada, Alma, mas apenas vos posso dizer de uma maneira matematicamente exacta que a última vez que estivemos juntos foi há dois meses e três dias e hoje estivemos aqui duas horas, quarenta e nove minutos e sete segundos… – observou a Mente.
– Não exageres, Mente, porque o que eu gostava era de poder ficar mais um bocado, e sobretudo na tua companhia, Alma, pois há muito que a Mente e eu não te víamos, e sinto uma emoção estranha, ainda que deliciosa, quando estamos os três juntos – disse o Corpus.
– O mesmo digo eu e espero que nos continuemos a ver mais vezes e seguidas, já que, como vos dizia antes, temos uma tarefa importante a cumprir nos próximos anos, como vocês, seres humanos, dizem… – conclui a Alma.
– Alma, não te parece que passou muito depressa o tempo em que aqui estivemos todos juntos?
– Bem, Corpus, que queres dizer com isso? Que o tempo passou muito rapidamente?
– Já está na hora de regressarmos a casa e gostaria que o tempo tivesse passado mais devagar, para desfrutar mais do passeio, que foi tão agradável.
– Eu também desfrutei e penso que temos de fazê-lo mais vezes, mas não entendi nada acerca do que me perguntaste. Deves fazer a pergunta à Mente, não achas, Tricerebrin?
– Obrigada, Alma, mas apenas vos posso dizer de uma maneira matematicamente exacta que a última vez que estivemos juntos foi há dois meses e três dias e hoje estivemos aqui duas horas, quarenta e nove minutos e sete segundos… – observou a Mente.
– Não exageres, Mente, porque o que eu gostava era de poder ficar mais um bocado, e sobretudo na tua companhia, Alma, pois há muito que a Mente e eu não te víamos, e sinto uma emoção estranha, ainda que deliciosa, quando estamos os três juntos – disse o Corpus.
– O mesmo digo eu e espero que nos continuemos a ver mais vezes e seguidas, já que, como vos dizia antes, temos uma tarefa importante a cumprir nos próximos anos, como vocês, seres humanos, dizem… – conclui a Alma.
Extraído e adaptado de Introdução à Lei do Tempo, de José Argüelles.



















3 Comentários
Margaridaa no dia 1 de Fevereiro de 2010 às 7:24
…é, há momentos em que os três se juntam, e se sente um estado de…estar bem.
Holof. no dia 1 de Fevereiro de 2010 às 18:56
Há tantos desalmados por aí…
13 no dia 3 de Fevereiro de 2010 às 10:58
Bem aparecida Joana !!
Por acaso andava com vontade, desde o início deste ano (já onde isso vai), de fazer um post para “acordar” os “adormecidos” do Linhas.
Dardna, Janus, Joana, Luipa, Maio, Martusmayer (bem vistas as coisas, são tantos e tão importantes para o todo, acabam por representar quase metade dos alinhados ou desalinhados do Linhas …) isto sem esquecer, a nossa Fotógrafa – Revelação de 2009 – a Francisca (via Nakata)
Mas o tempo foi passando e agora até já nem parece muito oportuno, mas aqui fica …
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