HEMISFÉRIOS
Serve este teste para saber qual é o hemisfério que se usa com mais frequência.
Ela dança no sentido dos ponteiros do relógio ou ao contrário?
Fiquei curiosa de saber como vocês apercebem a dança.
Diz-se que tanto se pode ver de uma maneira ou de outra, ou das duas.(Eu, por mais que me esforce só consigo ver de uma maneira, mas não digo qual, para não influenciar.)
Quem a vê girar no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, usa predominantemente o hemisfério esquerdo do cérebro : utiliza a lógica/dá importância aos detalhes/palavra e linguagem/presente e passado/matemáticas e ciências/sabe/conhece o nome dos objectos/baseia-se na realidade/
Quem a vê girar no sentido dos ponteiros do relógio utiliza mais o hemisfério direito: Utiliza as emoções/Imaginação/simbolos e imagens/presente e futuro/filosofia e religião/acredita/conhece a função dos objectos/impetuosidade/gosto pelo risco.


















15 Comentários
Holof. no dia 4 de Novembro de 2008 às 16:42
Não sei, eu consigo ver nos dois sentidos sem problema mas começou a dançar no sentido contrário ao dos ponteiros. Mas foi fácil ver dançar no outro sentido…
Maio no dia 4 de Novembro de 2008 às 16:56
AO SABOR DA PENA (que tenho de não conseguir alterar a minha realidade assim por menu, a la carte…)
Eu quero que alguém me explique como é possível a um comum mortal ver a figura a girar em sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Mas mesmo explicadinho! De forma a que qualquer pessoa no pleno uso das suas faculdades cognitivas VEJA a diferença. Assim, salta logo aqui um risco interpretativo, um truque de Hermes-Mercúrio, patrono dos ladrões, dos viajantes e dos comerciantes e, ainda, nas horas vagas, responsável pelo caduceu com as serpentes enroladas. Não interessa como ele arranjava tempo para ser deus de tantas coisas, pois do que se trata aqui é de um dos seus truques, ou seja: o risco interpretativo perigoso que é o de uma espécie de moral naif da história, do tipo: “cada um vê a realidade à sua maneira”. Por si só, o axioma assume facilmente valor verdade, mas essa moral naif tem uma consequência lógica para os mais prontos a enunciar as suas virtudes: se cada um vê o mundo à sua maneira, então não é possível dizer qual é que está mais certo, e assim se poderá legitimar o valor de uma qualquer falsidade, assim do género: ” a ciência é uma superstição como outra qualquer, por isso é tão verdadeira a Tabela Periódica, a Teoria da Evolução das Espécies, ou a descrição das propriedades electroquímicas do sistema nervoso, como verdadeira é a existência das almas dos mortos (para os construtores de Stonehenge era essa a questão), a influência dos planetas no momento em que as estrelas nos tecem o primeiro vagido ou a nave do comandante Ashtar Sheran, da frota galáctica. E é claro que, por esta ordem de ideias, também poderia ser verdade que espetar um alfinete num boneco provoca dores na pessoa que esse boneco representa; que quando troveja é preciso dizer uma oração a Santa Bárbara para nos proteger; e, claro, todo aquele rol do género “deve-se cortar o prepúcio aos rapazes” por causa do Gajo-Lá-De-Cima, ou “deve-se cortar o clitóris às raparigas” porque… Enfim! Creio que já fiz valer o meu ponto. Hermes de rédea solta – proliferação de verdades como justificação para a idiosincrasia mais macabra ou para os cultos mais sórdidos, ou para a manutenção de um status quo assente na Teologia do Mercado, no Deus Dinheiro e nas suas Epifanias civilizacionais, do automóvel à arma de fogo, do desperdício e da imposição da fome e do sofrimento até… à guerra. A guerra, essa fatalidade trágica que para alguns é sempre uma oportunidade de negócio e de crescimento económico…
Sem dúvida tergiverso para longe do tema. São assim as alamedas do espírito, da liberdade de pensamento e da crítica cultural. Liberdade que pressinto condenada e votada ao extermínio a que nos condenaram os apóstolos do dinheirismo, do empreendedorismo, dos negócios e do crescimento.
Volto, pois, ao tema: o que haverá de comum entre religião, imaginação, gosto pelo risco… – aquelas coisinhas ali em cima a caracterizar o pessoal que, a acreditar nisto, usa mais uma metade do que outra. Eu quero ser céptico. É certo que dá muito jeito à neurocirurgia que os cientistas tenham mapeado o cérebro humano e determinado rotas de pesquisa avançadas, mas quanto mais se sabe, maior é o número de perguntas, de novos problemas e coisas que não se sabem. Há mesmo domínios em que estamos, até, longe de tudo o que sejam certezas. Mas o corpo e o espírito não são coisas diferentes a não ser por conveniência dos nossos instrumentos de conhecimento, das ferramentas que usamos para produzir saber, novas questões. Daí: dizer-se que há tipos onde predomina um lado e tipos onde predomina outro… sem saber que partes do corpo correspondesntes é que um e outro usam, com que aprendizagens, em que contextos de interacção, para que fins e em que momentos históricos… é bastante vago. Salvaguardando a possibilidade de estarmos perante um cruzamento holográfico entre o estereograma e a ilusão de óptica, com tempero de mancha de Rorshach, diria que sou céptico. Mercúrio rege o meu signo zodiacal. Não cairei facilmente nas suas armadilhas.
Maio no dia 4 de Novembro de 2008 às 16:58
Holof, tu também tens Mercúrio-Hermes algures,hehe. O meu ascendente é Gémeos…
Maio no dia 4 de Novembro de 2008 às 17:02
OK já estou a ver a diferença! O truque é erótico: começei pelos pés e fui subindo, subindo… e eis a beldade a andar em sentido contrário aos ponteiros do relógio!
Muita boa margaridaa!!! Bingo!!! Esta já me rendeu a tarde e uma prelecção sobre o cepticismo.
Oba
xinha no dia 4 de Novembro de 2008 às 17:15
eheh, óh Maio grande discurso!
Eu tb vejo nos dois sentidos.
Holof. no dia 4 de Novembro de 2008 às 17:25
Maio, estás em forma! Grande coro!
Margaridaa no dia 4 de Novembro de 2008 às 18:47
Giro giro!Bem, o interessante é que vocês, os que disseram como viam e não são um grupo grande,não disseram todos a mesma coisa, e era sobre isso que eu estava curiosa, eu só a consigo ver rodar no sentido dos ponteiros.
(Ó Maio, mas isto dos hemisférios e do seu uso é novidade para ti?)
13 no dia 4 de Novembro de 2008 às 21:40
Sinceramente nem reparei para que lado começou a rodar, mas rápidamente, ao percorrer visualmente o corpo da bailarina, começou alternadamente a rodar para a esquerda e para a direita …
dardna no dia 5 de Novembro de 2008 às 0:25
ehe.. é a terceira vez que tento e não consigo, dança sempre em sentido horário… (será grave sr.doutor?!)
Margaridaa no dia 5 de Novembro de 2008 às 9:23
Tenho que dizer que acho fabuloso : de repente olhei e pela primeira vez vi-a a girar ao contrário!Voltei a olhar e já não consigo!
Holof. no dia 5 de Novembro de 2008 às 9:30
É fácil! Utilizem o hemisfério direito e “imaginem” a bailarina dançar ao contrário…
xinha no dia 5 de Novembro de 2008 às 11:07
Para quem só vê duma maneira: sugiro que cliquem na imagem e a vejam maior, será mais fácil certamente.
Margaridaa no dia 5 de Novembro de 2008 às 12:26
Vocês desculpem se sou chata, mas estou fascinada. Já consegui ver outra vez, por um momento, e é sempre quando “desligo” ligeiramente.(Ainda só consegui duas vezes!)
Margaridaa no dia 5 de Novembro de 2008 às 12:36
Fui buscar mais informação ácerca deste assunto ao “Pavilhão do conhecimento.pt”
O cérebro têm dois hemisférios
São muitas as partes do corpo que são aos pares: as pernas, os olhos, os pés… e o cérebro! Os dois hemisférios do cérebro especializaram-se para que uma metade trate mais de determinadas tarefas do que a outra. Em tais situações, um hemisfério irá dominar o outro. Caso tenha de resolver um problema, o seu hemisfério esquerdo irá tratar das deduções lógicas enquanto que o direito providenciará uma perspectiva geral intuitiva. Mas, não podemos viver sem um dos hemisférios. Todo o pensamento é um resultado dos processos de pensamento dos dois hemisférios.
Linguagem centrada no cérebro
Quando ouvimos uma história, o hemisfério esquerdo do nosso cérebro compreende o significado das palavras e da gramática. O hemisfério esquerdo forma as frases a partir das palavras e faz a distinção entre “gato” e “pato”. O hemisfério direito ouve o tom de voz, a inflexão, faz o enquadramento da história num determinado contexto e cria uma compreensão geral. É correcta a afirmação que a linguagem se concentra no hemisfério esquerdo. No entanto, caso este seja danificado, a pessoa habitualmente consegue compreender o que está a ser dito, mas não responde. São perdidos muitos dos matizes da linguagem se o hemisfério direito do cérebro é danificado.
O cérebro ouve música
Quando se toca ou ouve música, o hemisfério direito é o mais dominante embora o hemisfério esquerdo seja melhor a manter o ritmo; os músicos profissionais utilizam cada vez mais o hemisfério esquerdo, sem dúvida porque tratam a música como uma “linguagem”. Mas é o hemisfério direito que controla a melodia, as notas, o padrão acústico, as sensações e a unidade da música. As pessoas que sofreram danos no hemisfério esquerdo com frequência conseguem cantar, embora não consigam falar – algo que na verdade é utilizado na reabilitação da fala.
4 mil milhões de mensagens por segundo
Virtualmente todo o pensamento é formado através da cooperação entre as duas formas de pensar dos dois hemisférios, o que é alcançado com a ajuda de um feixe espesso de fibras nervosas, designado como o corpo caloso. O corpo caloso transporta 4 mil milhões de mensagens por segundo entre os dois hemisférios do cérebro.
Divisão das tarefas
Podemos afirmar que, aproximadamente, os dois hemisférios têm a seguinte divisão de tarefas:
Hemisfério esquerdo
Lógica, tempo, aritmética, compreensão das palavras, linguagem, raciocínio dedutivo.
Hemisfério direito
Unidade, contextualização, padrões, melodia, sentido de oportunidade, compreensão espacial, intuição, noção da realidade.
Nota: Não existem dois cérebros iguais ou que funcionem da mesma forma. Os nossos cérebros são tal e qual as nossas impressões digitais. Além disso, algumas partes do cérebro podem mudar de tarefas caso outras partes estejam danificadas.
Como foram descobertos os dois hemisférios
A importância do hemisfério esquerdo para a linguagem foi descoberta no último século. Durante os cem anos seguintes acreditou-se que o hemisfério direito era totalmente supérfluo. Nos anos 60, a epilepsia incurável era tratada através do corte do feixe nervoso que liga os dois hemisférios. O resultado deste procedimento foram os “doentes de cérebro dividido” que têm dois cérebros independentes aos quais podem ser dadas tarefas diferentes. Deste modo, é possível, por exemplo, mostrar imagens a um hemisfério que o outro hemisfério não vê.
Desta forma foi descoberto que o hemisfério esquerdo prefere tarefas que estão relacionadas com a função e com a lógica enquanto que o hemisfério direito prefere a forma e a unidade.
O hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo
O lado direito do corpo é controlado pelo hemisfério esquerdo e vice-versa. As pessoas dextras e esquerdinas são, por isso, dominadas por hemisférios diferentes no que diz respeito ao movimento.
Quando algo é sentido pela mão direita, uma mensagem é enviada para o hemisfério esquerdo do cérebro. E se der um pontapé numa bola com o pé esquerdo, o hemisfério direito controla o movimento. Os feixes nervosos, que transmitem mensagens entre o corpo e o cérebro, simplesmente cruzam-se no caminho – quer na espinal medula ou na cabeça.
Existe uma diferença entre as pessoas dextras e esquerdinas
Nove em cada dez pessoas são dextras. Para estas pessoas, o hemisfério esquerdo do cérebro é melhor a controlar o movimento e a mão direita é a melhor para realizar movimentos de precisão. Por isso, o hemisfério esquerdo é o hemisfério dominante no caso das pessoas dextras. Este domínio é provavelmente fixado no útero materno.
Dezanove em cada vinte pessoas têm a linguagem centrada no hemisfério esquerdo do cérebro. Além disso, são realmente muito poucos os indivíduos dextros que apontam o lápis na sua própria direcção quando escrevem – algo comum entre os indivíduos esquerdinos. A explicação poderá ser que as pessoas dextras querem evitar esborratar o que escreveram – ou talvez isto demonstre onde se localiza a linguagem: caso escreva com a sua mão esquerda e tenha a linguagem no hemisfério direito, então a mão está muito simplesmente no caminho, bloqueando a visão daquilo que está a escrever – a não ser que segure o lápis de forma a que aponte na sua direcção. Duas actividades nesta exposição permitem a realização de uma análise destas afirmações.
É desta forma que se verifica a percepção da palavra “verde”
1. Ouve a palavra.
2. Toma consciência do som no centro auditivo no lobo temporal.
3. Os sinais atravessam o lobo temporal para a área de associação do centro auditivo. O som é interpretado como “verde”.
4. A área da linguagem é ligada: vão sinais para a parte de trás do centro da linguagem onde se verifica a percepção e compreensão das palavras.
5. Os sinais viajam através dos feixes nervosos até à parte específica do córtex cerebral que pode criar imagens para uma palavra específica – neste caso uma cor. É formada, de um modo preciso, uma concepção intrínseca desta palavra. Uma mensagem é transmitida para a área de compreensão da cor nas áreas de associação no lobo occipital, mesmo em frente das áreas da visão. Somente agora é que vê a cor verde nos olhos da sua mente.
Histórias de doenças
Algumas pessoas conseguem ler a palavra “verde” sem a compreenderem.
Algumas pessoas perdem a capacidade de compreender ou de utilizar palavras, por exemplo, após uma lesão, designada como afasia. Caso o doente ouça a palavra “verde”, não compreende o seu significado e não consegue encontrar a palavra. No entanto, a sua experiência da cor verde é completamente normal. Determinados doentes não conseguem pronunciar palavras, porque o cérebro não consegue controlar a língua (disfasia), conseguindo apenas dizer “veer…”, mas são capazes de compreender perfeitamente e de encontrar a palavra. Um doente que tenha uma lesão na área das associações é capaz de ouvir a palavra “verde”, mas não a associa com nada. Poderá ser capaz de ler em voz alta, de uma forma muito normal, um texto que contenha a palavra “verde”. Com outra lesão de associação, a capacidade de formar uma imagem interna da cor está perdida. A palavra “verde” perde assim todo o significado, e o doente também não será capaz de experimentar a cor verde, apesar do facto da sua visão ser normal e de ser capaz de ver um relvado. Outros podem muito facilmente descrever a palavra verde, dizer a palavra e encontrá-la, mas não são capazes de fazer a correspondência entre a cor verde e a cor da relva. Por outras palavras, as lesões cerebrais podem atingir partes muito específicas do cérebro – com efeitos muito diferentes.
Sabia que?
Sabia que… a epilepsia pode provocar experiências musicais? Determinados ataques epilépticos provocam experiências de som ou de música. Por vezes a experiência de som pode ser tão forte que os doentes só conseguem ouvir uma orquestra barulhenta enquanto dura o ataque.
Sabia que… as lesões cerebrais podem ser tão localizadas que os doentes têm problemas apenas com os verbos, mas quanto aos outros aspectos têm uma utilização perfeitamente normal da fala?
Inês A. no dia 5 de Novembro de 2008 às 16:06
Querida Margariga,
Como quero seguir jornalismo e tenho as minhas raízes em Góis, como já sabes, decidi começar por lá e agora colaboro com o nosso jornal regional, O Varzeense. Para te provar que sou mesmo eu, embora eu saiba que acreditas, podes ir ao meu segundo espaço, http://www.ultimapagina.blogs.sapo.pt, onde estão publicadas notícias redigidas por mim, sobre a nossa querida terra e sobre o nosso Distrito (Coimbra). Lá, vais encontrar a notícia que saiu neste último Varzeense. É um artigo sobre a peça de teatro Cabaré da Santa, na qual o meu primo participa, e foi ele quem eu entrevistei.
Sim sou eu
Muitos beijinhos e obrigada por essa atenção especial
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