02 de Janeiro 2008 às 19:57
(…)
Da mesma maneira que a catedral é um certo arranjo de pedras iguaizinhas umas às outras, mas distribuidas segundo linhas de força cuja estrutura fala ao espírito, assim existe um cerimonial das minhas pedras. E a catedral pode ser mais ou menos bela.
Da mesma maneira a liturgia do meu ano é um certo arranjo de dias no essencial iguaizinhos uns aos outros, mas distribuído segundo linhas de força cuja estrutura fala ao espírito. E há dias em que tens de jejuar, dias em que és convidado a regozijar-te, dias em que não deves trabalhar. Vens assim a deparar com as minhas linhas de força, pois existe un cerimonial nos meus dias. E o ano é mais ou menos vivo.
(…)
in CIDADELA de Saint-Exupéry


















Um Comentário
Anonymous no dia 6 de Janeiro de 2008 às 23:04
Magnífico!
Lembro-me de que fiquei absolutamente rendido a este livro quando o folheei, há muitos anos, quando tu andavas com ele na sacola.
(Os aviadores solitários também devem gostar de ver luzinhas a brilhar ao longe, não achas?)
Marley
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