12 de Março 2009 às 23:19

em finos cursos desliza a água da vida

correntes luzidias de negras mágoas


doces calores se salgam

arrefecem e descem do céu

percorrem montanhas porosas

à Terra voltam

sem qualquer réu


novo azul preenche o coração

mas nuvens pequenas se reafirmam

para que o rio não seque

e não rua o chão.


Lágrimas: da sede que a vida [não] tem.

Joana


2 Comentários

  1. Margaridaa no dia 13 de Março de 2009 às 6:43

    O teu poema fez-me lembrar os ciclos, ou a roda da fortuna, tudo o que começa, acontece, morre e recomeça.

  2. xinha no dia 13 de Março de 2009 às 9:50

    sim. tb gostei.

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