05 de Fevereiro 2008 às 16:37

A Noite Desce

«A noite desce, o calor soçobra um pouco,
Estou lúcido como se nunca tivesse pensado
E tivesse raiz, ligação direta com a terra
Não esta espécie de ligação de sentido secundário observado à noite.
À noite quando me separo das cousas,
E m’aproximo das estrelas ou constelações distantes —
Erro: porque o distante não é o próximo,
E aproximá-lo é enganar-me.»

Parabéns Rodrigo!…
Um grande Abraço!…

…Esqueci-me de dizer que o anterior era um poema do Pessoa.

E Toma lá mais desassossego:

«Tenho mais pena dos que sonham o provável, o legítimo
e o próximo, do que dos que devaneiam sobre o longínquo
e o estranho. Os que sonham grandemente, ou são doidos
e acreditam no que sonham e são felizes, ou são devaneadores
simples, para quem o devaneio é uma música da alma,
que os embala sem lhes dizer nada. Mas o que sonha o possível
tem a possibilidade real da verdadeira desilusão. Não
me pode pesar muito o ter deixado de ser imperador romano,
mas pode doer-me o nunca ter sequer falado à costureira que,
cerca das nove horas, volta sempre à esquina da direita. O
sonho que nos promete o impossível já nisso nos priva dele,
mas o sonho que nos promete o possível intromete-se com a
própria vida e delega nela a sua solução. Um vive exclusivo e
independente; o outro submisso das contingências do que
acontece.»

Tudo de Bom para ti!

One Love
Marley


2 Comentários

  1. Anonymous no dia 5 de Fevereiro de 2008 às 20:44

    Isto já começa a ser demais, encher o Blog com Copy – Paste …

  2. Margaridaa no dia 6 de Fevereiro de 2008 às 7:43

    Seja paste , seja outra coisa qualquer, quando vale a pena, vale a pena!

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