A Noite Desce
«A noite desce, o calor soçobra um pouco,
Estou lúcido como se nunca tivesse pensado
E tivesse raiz, ligação direta com a terra
Não esta espécie de ligação de sentido secundário observado à noite.
À noite quando me separo das cousas,
E m’aproximo das estrelas ou constelações distantes —
Erro: porque o distante não é o próximo,
E aproximá-lo é enganar-me.»
Parabéns Rodrigo!…
Um grande Abraço!…
…Esqueci-me de dizer que o anterior era um poema do Pessoa.
E Toma lá mais desassossego:
«Tenho mais pena dos que sonham o provável, o legítimo
e o próximo, do que dos que devaneiam sobre o longínquo
e o estranho. Os que sonham grandemente, ou são doidos
e acreditam no que sonham e são felizes, ou são devaneadores
simples, para quem o devaneio é uma música da alma,
que os embala sem lhes dizer nada. Mas o que sonha o possível
tem a possibilidade real da verdadeira desilusão. Não
me pode pesar muito o ter deixado de ser imperador romano,
mas pode doer-me o nunca ter sequer falado à costureira que,
cerca das nove horas, volta sempre à esquina da direita. O
sonho que nos promete o impossível já nisso nos priva dele,
mas o sonho que nos promete o possível intromete-se com a
própria vida e delega nela a sua solução. Um vive exclusivo e
independente; o outro submisso das contingências do que
acontece.»
Tudo de Bom para ti!
One Love
Marley

















2 Comentários
Anonymous no dia 5 de Fevereiro de 2008 às 20:44
Isto já começa a ser demais, encher o Blog com Copy – Paste …
Margaridaa no dia 6 de Fevereiro de 2008 às 7:43
Seja paste , seja outra coisa qualquer, quando vale a pena, vale a pena!
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