Muito interessante. Gostei daquela experiência com os óculos, ainda não tinha ouvido falar.E depois, como acaba assim de repente, fui à procura de mais.E há, no Youtube, o resto do documentário. Boa, Janus !
Anonymous
no dia 4 de Junho de 2008 às 15:26
Muito interessante, mas… ATENÇÃO: - A mecânica quântica na interpretação de Copenhaga é reputadamente delirante, como sugeriu o papa dos iluminnati Robert Anton Wilson. Pelo que se vê aqui, o apelo ao solipsismo é claro - Os mentores deste interessante filme (que eu gostava de ver) fazem parte de um culto (mais um) americano centrado numa aldrabona do tipo kryon – uma “channeler” chamada J. Z. Knight que está convencida (ou apenas nos quer convencer, nunca se sabe bem quais os limites da patologia ou da exploração dos tolos) que pela voz dela fala um guerreiro da Atlântida de há 35000 anos (o que eles inventam, santo Deus!…). Este culto – a “Escola de Iluminação Ramtha” – tem copyrights sobre o nome do espírito (que lhe apareceu na cozinha) e um volume de negócios que permite ocupar cinquenta empregados, mantendo parcerias de negócios com vários tipos de empresas, mercadorizando, camisolas, bonés, livros dvds… - À semelhança de muitos outros cultos, propõem no filme, segundo li, a conversa do costume: a ligação entre a ciência e a religião – ou melhor, a “espiritualidade”, matérias em que, geralmente, são criativamente ignorantes. Do que se vê nesta amostra, surge a ideia de que o que está dentro de nós é mais importante do que o que está fora (esta “espiritualidade” está muito longe da advaita, da necessidade de transcender os opostos), dizendo que este é um novo modelo da ciência. Mas novo ele não é: Platão descreveu-o na sua alegoria da caverna. Da maneira que nos sugerem a coisa, percebe-se a necessidade de que des-realizemos as nossas vidas de escravos miseráveis, para ver se nos tornamos melhores. Da pseudo mediunidade fraudulenta do séc XIX até à pseudo-mediunidade fraudulenta do séc XX-XXI, muita coisa mudou, mas o apelo irracional é constante, surgindo como fuga fácil aos tormentos das nossas vidas solitárias, tristes e pouco ilustradas (no sentido de “enlightenment”, justamente), predispondo-nos a acreditar nas maiores barbaridades e fantasias, do tipo civilizações “avançadíssimas” no tempo dos dinossauros, extraterrestres & etc… - Agora percebo porque é que o meu conhecido Pedro Zacarias, próximo das aldrabonas do Kryon em Oeiras, me recomendou este filme… Cuidado! Karuna, karuna, aqui e agora!
One Love Marley
Margaridaa
no dia 4 de Junho de 2008 às 15:38
Hum…eu acho que há sempre um grande medo quando se fala em religão e em ciência. Quem vem com toda a bagagem de trás,não consegue deixar de ver aldrabice em tudo o que é sítio(que toque nestes assuntos). Há aquele livro que por acaso descobri na tua biblioteca e que fez as minha delícias, que se chama o Tao da Física, que fala e compara ciência e religião. Mais uma vez aqui encontro o preconceito no teu discurso, a ideia de que as pessoas que tem dinheiro tem que ser aldrabonas. Eu achei interessante o vídeo e aquilo que ouvi e vi vai de encontro a outras coisas que já ouvi e li noutros lados.
Margaridaa
no dia 4 de Junho de 2008 às 15:54
ah, outro preconceito parecido : que os políticos tem que ser aldrabões.Aqui também acredito que os haja com convicções.O preconceito (eu sei que às vezes dou por mim a ter alguns, também) pode ser uma coisa pesada, que impede o livre movimento.
Anonymous
no dia 4 de Junho de 2008 às 17:19
Janus, não percebi metade do inglês, mas confesso que também não tenho muita pachorra para este tipo de filmes. Porque não adiantam grande coisa. Costumo dizer sobre as teorias que se pretendem espirituais, que a serem ou não verdade não me adiantam grande coisa na prática. Ou seja, não me ajudam a resolver problemas concretos. Aqui há uns tempos um tipo contava-me dos seres invisíveis e das hierarquias, blá, blá…e eu perguntei-lhe o que ganhava eu de facto a ler sobre essas coisas, se essa informação não me acrescentava nada de verdadeiramente útil. É por isso que não adiro a religiões, nem a seitas ou grupos que me venham com as histórias de que isto é assim ou assado. É que geralmente quando se determina que alguma coisa é assim, isso traz logo um atrelado com normas e regras para obter alguma coisa. Regras que devo aceitar sem pestanejar ou questionar. Pelo que já percebi do que li e investiguei, e pelas experiências que já tive, não há nada para alcançar, a não ser esse mesmo conhecimento. O resto é treta. E se alguém andar para aí a dizer que sabe como nos tornar mais isto ou aquilo, o melhor é mesmo desconfiar e fugir no sentido contrário. Atenção Maio, eu também sou uma adepta da não-dualidade, mas diferentes personalidades tem o direito de aderir a outros filosofias e outras ideias. E quanto ao conhecimento, parece-me razoável não nos limitarmos só aos meios que a ciência nos oferece. A intuição, a clarividência e alguns estados de consciência são poderosas e sofisticadas ferramentas cognitivas, que permitem o acesso a dimensões que os cientistas nem suspeitam. xinha
Margaridaa
no dia 4 de Junho de 2008 às 17:52
…barreiras e mais barreiras…o que adianta? o facto de não se sentir ou de não se ver muita coisa não quer dizer que ela não exista. E essas coisas não tem forçosamente de estar ligadas a religiões.Eu sinto-me sempre muito acompanhada de perto, os meus passos a serem guiados pelo bom caminho, coisas giras a acontecer.Mas o que eu sinto , os outros não tem que sentir. Mas uns não tem que negar outros, só porque há diferença no sentir e na maneira de estar.É essa intolerância em relação à diferença, cada um a ter certezas muito certas em relação às ideias…e a ser pouco aberto em relação ao que não sente…afinal não se avançou nada com o tempo….
Anonymous
no dia 4 de Junho de 2008 às 23:23
Margaridaa: Fritjof Capra, o autor de “O Tao da Física” é um gajo bem formado e que sabe do que fala, como cientista, como divulgador e como filósofo. Não há medo nenhum quando se fala em ciência e religião – apenas se trata de registos diferentes e, na maior parte dos casos, dificilmente compatíveis. Mas quando a conversa é a “escola de iluminação ramtha” (em que a dona de casa JZ Knight aparece como “a iluminada”, é preciso ver para crer… No You Tube encontras material fabuloso: Aqui (http://youtube.com/watch?v=AK14JfRiNQ4) vês um programa de televisão de 1985, do género daqueles que ocupam as manhãs dos principais canais de televisão nacionais, em que a criatura (aos 10 minutos do video, aprox.) muda de roupa e encena a possessão pelo ramtha. É um espectáculo absolutamente patético que nos leva a pensar o que poderá ir na cabeça das pessoas que acreditam naquilo. Aqui (http://www.youtube.com/watch?v=DXHtjb44qyA&NR=1),uns anos depois, vês a performance para uma audiência de crentes numa sessão de “iniciação”. É patente o ponto de degradação e de decadência do povo americano… Os preços são óptimos. Segundo se lê no site deles, no ano passado fizeram um destes “cursos de iniciação” em França (Ah! a conquista dos mercados Europeus é notável, pois os mais bem sucedidos pastores norte-americanos não conseguem. Só os brasileiros e, num outro registo, os mormons!) onde, em 4 dias, se aprendia – e passo a citar “uma combinação de conhecimentos sem precedentes e de disciplinas que permitem experienciar este saber como experiência pessoal. Aprenda como a Consciência se desloca no Cérebro para produzir a Mente. Aprenda como o Cérebro cria hologramas que são observados através da acção do Campo Quântico para se tornarem na Realidade tangível. Aprenda como Pensamentos e Atitudes afectam o ADN» (confesso que esta última é a minha favorita). Vai daí, este “retiro de iniciação” de 4 dias custa apenas 600€, não incluindo estadia nem alimentação. Repara: não tenho preconceito nenhum quanto ao dinheiro e não acho que as pessoas com dinheiro são necessariamente aldrabonas, mas parece-me que há maneiras mais dignas de ganhar a vida, do que a enganar o próximo, como umas “psicólogas” e suas apreendizes que te vendem cursos de… “Terapia Galáctica”… Mais: felizmente, tenho longos anos de experiência pessoal neste género de coisas, conheci-as por dentro, e vi bem o que é a “espiritualidade” da maior parte desta gente. Garanto-te: são répteis autênticos! Mesquinhos, desonestos, ganaciosos… E nem se trata de julgamentos apressados. A net está cheia de testemunhos das vítimas destes “iluminados”. James Randi, do “Skeptic Inquirer” está farto de prometer um milhão de dólares a quem lhe prove conseguir fazer aquelas tretas do tipo Uri Geller, ou da russa que “via” as cores pelo tacto, ou telepatia, etc. etc. Até à data, ninguém conseguiu reclamar o prémio. Entretanto, há aí gente capaz de dar 35€ por um frasquinho com um rótulo que diz “indigo”, cheio de… “água geometricamente pura” -pois!… Na verdade, é preciso inovar, lançar sempre novos produtos, pois estes mercados saturam-se rapidamente. Margarida: não sou nada intolerante em relação à diferença – antes pelo contrário – a minha formação vai exactamente no sentido oposto, para além de que eu próprio tenho visões místicas e sinto vibrações cósmicas, mas isso é coisa que só me diz respeito a mim e, eventualmente, aos meus amigos. Não me passa pela cabeça que alguém possa ser tão doente ao ponto de ganhar dinheiro explorando a ignorância do seu semelhante, como a tal JZ Knight, o psicopata que diz que é “kryon do campo magnético” ou, melhor ainda, a “nossa” Alexandra Solnado, que tem uma linha de telefone directa para falar com Jesus Cristo e inúmeros livros vendidos onde narra estas conversas. Finalmente: xinha, estou de acordo contigo – até porque estou aberto ao conhecimento e à inquirição profunda da existência – excepto no que toca às “dimensões que os cientistas não suspeitam”. Nem podem suspeitar, justamente, porque as dimensões de que falas são casos particulares, testemunhos da experiência de fulano, beltrano ou sicrano, e não há ciência do particular, nem teoria que explique o que se passa no mais intimo do mistério que é a nossa existência. Toma o caso da meditação transcendental – exemplar no que toca aos propósitos, à honestidade do seu criador (que não ponho em causa) e á dimensão sociológica do fenómeno – e vê o que resultou daí: nada! Constatar que o cérebro modifica padrões por causa da meditação? Normalíssimo. Seria de estranhar era se ficasse na mesma. É preciso não misturar as coisas. Ciência é uma coisa. Religião é outra.
One Love Marley
Margaridaa
no dia 5 de Junho de 2008 às 6:11
Marley Gostei da tua explicação.Provávelmente até estamos de acordo, sou eu com a minha incapacidade de explicar o que penso que falho. Hei-de ver o que dizes que há para ver. Dessa J.Z.Knight nunca tinha ouvido falar. Estes assuntos interessam-me muito.Mas sim, sou muito mais a favor do indivíduo e da sua experiência, do que de seitas e grupos organisados, dos quais tenho horror. “u próprio tenho visões místicas e sinto vibrações cósmicas, mas isso é coisa que só me diz respeito a mim e, eventualmente, aos meus amigos.”É esta a parte que me interessa.
Anonymous
no dia 5 de Junho de 2008 às 9:30
margaridaa, reparaste na hora do meu post dos 3 amigos?
Anonymous
no dia 5 de Junho de 2008 às 10:22
parece-me que no geral estamos de acordo. e sobretudo no que toca às experiências pessoais. bjinhos_xinha
dardna
no dia 5 de Junho de 2008 às 17:42
Este post e os comentários derivados foram uma delícia de seguir! boa!
Anonymous
no dia 5 de Junho de 2008 às 20:23
margarida, reparaste nas horas dos meus comentários no post do matt elliott?
Margaridaa
no dia 6 de Junho de 2008 às 6:15
…e pronto, Marley, fui reparar nas horas…eh eh!Giro!A mim também me acontece olhar para o relógio e ser capicua.Não sei porquê, fico sempre contente quando isso acontece!
Quanto ao matt elliot, eu fui ao primeiro link e funcionou na perfeição, nem tive que estar à espera aqueles segundos…Pois, isto da net tem os seus mistérios…
Margaridaa
no dia 6 de Junho de 2008 às 7:45
…e só por falar nisso, vê as horas do meu comentário no post do cisne, do darna…
Anonymous
no dia 6 de Junho de 2008 às 9:08
bingo!
One Love Marley
Anonymous
no dia 6 de Junho de 2008 às 9:38
Depois destes vossos comentários tenho que vos contar, aliás a margaridaa já sabe: no outro dia, e como andava com as emoções num turbilhão e não sabia porquê, decidi e porque desconfiei, ir ver que lua era num site que tem as fases e horas… e foi então, para meu grande espanto que reparei que a hora anunciada para a lua cheia, coincidia exactamente com a hora que eu estava a viver no momento. Ou seja o site anunciava a lua cheia para as 12h35 (já não me lembro bem) e no meu PC marcava precisamente essa hora. Fiquei, mais que surpreendida…foi engraçado. Daquelas coisas que só acontecem uma vez na vida para aí… xinha
Anonymous
no dia 6 de Junho de 2008 às 10:07
Essa é muito boa xinha! Excelente mesmo! Digna de memória! Mas, dizes tu, uma vez na vida???? Eu podia contar-te pázadas delas… mas vou só contar-te a última (e nem por sombras é tão boa como a tua): preparo-me para ir passear com o meu cão, abro a porta de casa e, no escuro, a minha mão dirige-se para o interruptor da luz da escada. Pois nesse preciso momento, mesmo antes de pôr o dedo no botão, vejo um clarão esverdeado à minha frente, ouço um estouro enorme e, assustado, dou um salto para trás para me compenetrar do sucedido. Nada de especial. A luz da escada cuto-circuitou em todos os andares no preciso momento em que eu a ia accionar. A escada ficou dois dias às escuras. Nunca antes tinha sucedido. De facto, sou um bocado eléctrico e ando a levar choques eléctricos em toda a parte – hi-fi, micro-ondas, janelas… (deve ser de não cortar o cabelo há imenso tempo, hehe…) – mas naquele exacto instante foi… invulgar.
Margaridaa
no dia 6 de Junho de 2008 às 15:51
Vocês são giros…e então andar numa maré em que todas as lâmpadas que se acende fundem?Hein?
Anonymous
no dia 6 de Junho de 2008 às 17:40
Isto de avariar sistemas eléctricos e electromagnéticos é frequente acontecer-me. Tenho fases piores, mas dou cabo de tudo, lâmpadas, PC’s, Tv’s, elevadores e sobretudo telefones. E também já me aconteceu, mais que uma vez, entrar nalgumas lojas, e pôr os alarmes a apitar dos objectos que estão expostos. O meu colega e eu reparamos: as outras pessoas aproximavam-se e nada, eu ia e piiiiiiiiiiiiiiiiiii, um desatino. Vinha o segurança e arranjava, mas a coisa voltava-se a repetir quando eu me voltava a aproximar. Em lojas diferentes, dias diferentes…E algumas lojas dos chineses que tem alarmes na entrada tb apitam quando passo à porta. Fica tudo a olhar para mim como se tivesse roubado alguma coisa ou assim…Eheh. Podemos ser apenas nós, eu acho que é muito prana, mas tb podem ser explosões solares, ou apenas algumas coincidências. Também descobri que é bom arranjar maneiras de descarregar esse excesso de energia. Passear, abraçar umas árvores… xinha
19 Comentários
Margaridaa no dia 4 de Junho de 2008 às 14:27
Muito interessante.
Gostei daquela experiência com os óculos, ainda não tinha ouvido falar.E depois, como acaba assim de repente, fui à procura de mais.E há, no Youtube, o resto do documentário.
Boa, Janus !
Anonymous no dia 4 de Junho de 2008 às 15:26
Muito interessante, mas…
ATENÇÃO:
- A mecânica quântica na interpretação de Copenhaga é reputadamente delirante, como sugeriu o papa dos iluminnati Robert Anton Wilson. Pelo que se vê aqui, o apelo ao solipsismo é claro
- Os mentores deste interessante filme (que eu gostava de ver) fazem parte de um culto (mais um) americano centrado numa aldrabona do tipo kryon – uma “channeler” chamada J. Z. Knight que está convencida (ou apenas nos quer convencer, nunca se sabe bem quais os limites da patologia ou da exploração dos tolos) que pela voz dela fala um guerreiro da Atlântida de há 35000 anos (o que eles inventam, santo Deus!…). Este culto – a “Escola de Iluminação Ramtha” – tem copyrights sobre o nome do espírito (que lhe apareceu na cozinha) e um volume de negócios que permite ocupar cinquenta empregados, mantendo parcerias de negócios com vários tipos de empresas, mercadorizando, camisolas, bonés, livros dvds…
- À semelhança de muitos outros cultos, propõem no filme, segundo li, a conversa do costume: a ligação entre a ciência e a religião – ou melhor, a “espiritualidade”, matérias em que, geralmente, são criativamente ignorantes.
Do que se vê nesta amostra, surge a ideia de que o que está dentro de nós é mais importante do que o que está fora (esta “espiritualidade” está muito longe da advaita, da necessidade de transcender os opostos), dizendo que este é um novo modelo da ciência. Mas novo ele não é: Platão descreveu-o na sua alegoria da caverna. Da maneira que nos sugerem a coisa, percebe-se a necessidade de que des-realizemos as nossas vidas de escravos miseráveis, para ver se nos tornamos melhores. Da pseudo mediunidade fraudulenta do séc XIX até à pseudo-mediunidade fraudulenta do séc XX-XXI, muita coisa mudou, mas o apelo irracional é constante, surgindo como fuga fácil aos tormentos das nossas vidas solitárias, tristes e pouco ilustradas (no sentido de “enlightenment”, justamente), predispondo-nos a acreditar nas maiores barbaridades e fantasias, do tipo civilizações “avançadíssimas” no tempo dos dinossauros, extraterrestres & etc…
- Agora percebo porque é que o meu conhecido Pedro Zacarias, próximo das aldrabonas do Kryon em Oeiras, me recomendou este filme…
Cuidado!
Karuna, karuna, aqui e agora!
One Love
Marley
Margaridaa no dia 4 de Junho de 2008 às 15:38
Hum…eu acho que há sempre um grande medo quando se fala em religão e em ciência. Quem vem com toda a bagagem de trás,não consegue deixar de ver aldrabice em tudo o que é sítio(que toque nestes assuntos). Há aquele livro que por acaso descobri na tua biblioteca e que fez as minha delícias, que se chama o Tao da Física, que fala e compara ciência e religião.
Mais uma vez aqui encontro o preconceito no
teu discurso, a ideia de que as pessoas que tem dinheiro tem que ser aldrabonas. Eu achei interessante o vídeo e aquilo que ouvi e vi vai de encontro a outras coisas que já ouvi e li noutros lados.
Margaridaa no dia 4 de Junho de 2008 às 15:54
ah, outro preconceito parecido : que os políticos tem que ser aldrabões.Aqui também acredito que os haja com convicções.O preconceito (eu sei que às vezes dou por mim a ter alguns, também) pode ser uma coisa pesada, que impede o livre movimento.
Anonymous no dia 4 de Junho de 2008 às 17:19
Janus, não percebi metade do inglês, mas confesso que também não tenho muita pachorra para este tipo de filmes. Porque não adiantam grande coisa. Costumo dizer sobre as teorias que se pretendem espirituais, que a serem ou não verdade não me adiantam grande coisa na prática. Ou seja, não me ajudam a resolver problemas concretos. Aqui há uns tempos um tipo contava-me dos seres invisíveis e das hierarquias, blá, blá…e eu perguntei-lhe o que ganhava eu de facto a ler sobre essas coisas, se essa informação não me acrescentava nada de verdadeiramente útil. É por isso que não adiro a religiões, nem a seitas ou grupos que me venham com as histórias de que isto é assim ou assado. É que geralmente quando se determina que alguma coisa é assim, isso traz logo um atrelado com normas e regras para obter alguma coisa. Regras que devo aceitar sem pestanejar ou questionar. Pelo que já percebi do que li e investiguei, e pelas experiências que já tive, não há nada para alcançar, a não ser esse mesmo conhecimento. O resto é treta. E se alguém andar para aí a dizer que sabe como nos tornar mais isto ou aquilo, o melhor é mesmo desconfiar e fugir no sentido contrário.
Atenção Maio, eu também sou uma adepta da não-dualidade, mas diferentes personalidades tem o direito de aderir a outros filosofias e outras ideias. E quanto ao conhecimento, parece-me razoável não nos limitarmos só aos meios que a ciência nos oferece. A intuição, a clarividência e alguns estados de consciência são poderosas e sofisticadas ferramentas cognitivas, que permitem o acesso a dimensões que os cientistas nem suspeitam.
xinha
Margaridaa no dia 4 de Junho de 2008 às 17:52
…barreiras e mais barreiras…o que adianta? o facto de não se sentir ou de não se ver muita coisa não quer dizer que ela não exista. E essas coisas não tem forçosamente de estar ligadas a religiões.Eu sinto-me sempre muito acompanhada de perto, os meus passos a serem guiados pelo bom caminho, coisas giras a acontecer.Mas o que eu sinto , os outros não tem que sentir. Mas uns não tem que negar outros, só porque há diferença no sentir e na maneira de estar.É essa intolerância em relação à diferença, cada um a ter certezas muito certas em relação às ideias…e a ser pouco aberto em relação ao que não sente…afinal não se avançou nada com o tempo….
Anonymous no dia 4 de Junho de 2008 às 23:23
Margaridaa: Fritjof Capra, o autor de “O Tao da Física” é um gajo bem formado e que sabe do que fala, como cientista, como divulgador e como filósofo. Não há medo nenhum quando se fala em ciência e religião – apenas se trata de registos diferentes e, na maior parte dos casos, dificilmente compatíveis.
Mas quando a conversa é a “escola de iluminação ramtha” (em que a dona de casa JZ Knight aparece como “a iluminada”, é preciso ver para crer… No You Tube encontras material fabuloso:
Aqui (http://youtube.com/watch?v=AK14JfRiNQ4) vês um programa de televisão de 1985, do género daqueles que ocupam as manhãs dos principais canais de televisão nacionais, em que a criatura (aos 10 minutos do video, aprox.) muda de roupa e encena a possessão pelo ramtha. É um espectáculo absolutamente patético que nos leva a pensar o que poderá ir na cabeça das pessoas que acreditam naquilo.
Aqui (http://www.youtube.com/watch?v=DXHtjb44qyA&NR=1),uns anos depois, vês a performance para uma audiência de crentes numa sessão de “iniciação”. É patente o ponto de degradação e de decadência do povo americano… Os preços são óptimos. Segundo se lê no site deles, no ano passado fizeram um destes “cursos de iniciação” em França (Ah! a conquista dos mercados Europeus é notável, pois os mais bem sucedidos pastores norte-americanos não conseguem. Só os brasileiros e, num outro registo, os mormons!) onde, em 4 dias, se aprendia – e passo a citar “uma combinação de conhecimentos sem precedentes e de disciplinas que permitem experienciar este saber como experiência pessoal. Aprenda como a Consciência se desloca no Cérebro para produzir a Mente.
Aprenda como o Cérebro cria hologramas que são observados através da acção do Campo Quântico para se tornarem na Realidade tangível. Aprenda como Pensamentos e Atitudes afectam o ADN» (confesso que esta última é a minha favorita). Vai daí, este “retiro de iniciação” de 4 dias custa apenas 600€, não incluindo estadia nem alimentação.
Repara: não tenho preconceito nenhum quanto ao dinheiro e não acho que as pessoas com dinheiro são necessariamente aldrabonas, mas parece-me que há maneiras mais dignas de ganhar a vida, do que a enganar o próximo, como umas “psicólogas” e suas apreendizes que te vendem cursos de… “Terapia Galáctica”… Mais: felizmente, tenho longos anos de experiência pessoal neste género de coisas, conheci-as por dentro, e vi bem o que é a “espiritualidade” da maior parte desta gente. Garanto-te: são répteis autênticos! Mesquinhos, desonestos, ganaciosos… E nem se trata de julgamentos apressados. A net está cheia de testemunhos das vítimas destes “iluminados”. James Randi, do “Skeptic Inquirer” está farto de prometer um milhão de dólares a quem lhe prove conseguir fazer aquelas tretas do tipo Uri Geller, ou da russa que “via” as cores pelo tacto, ou telepatia, etc. etc. Até à data, ninguém conseguiu reclamar o prémio. Entretanto, há aí gente capaz de dar 35€ por um frasquinho com um rótulo que diz “indigo”, cheio de… “água geometricamente pura” -pois!… Na verdade, é preciso inovar, lançar sempre novos produtos, pois estes mercados saturam-se rapidamente.
Margarida: não sou nada intolerante em relação à diferença – antes pelo contrário – a minha formação vai exactamente no sentido oposto, para além de que eu próprio tenho visões místicas e sinto vibrações cósmicas, mas isso é coisa que só me diz respeito a mim e, eventualmente, aos meus amigos. Não me passa pela cabeça que alguém possa ser tão doente ao ponto de ganhar dinheiro explorando a ignorância do seu semelhante, como a tal JZ Knight, o psicopata que diz que é “kryon do campo magnético” ou, melhor ainda, a “nossa” Alexandra Solnado, que tem uma linha de telefone directa para falar com Jesus Cristo e inúmeros livros vendidos onde narra estas conversas.
Finalmente: xinha, estou de acordo contigo – até porque estou aberto ao conhecimento e à inquirição profunda da existência – excepto no que toca às “dimensões que os cientistas não suspeitam”. Nem podem suspeitar, justamente, porque as dimensões de que falas são casos particulares, testemunhos da experiência de fulano, beltrano ou sicrano, e não há ciência do particular, nem teoria que explique o que se passa no mais intimo do mistério que é a nossa existência. Toma o caso da meditação transcendental – exemplar no que toca aos propósitos, à honestidade do seu criador (que não ponho em causa) e á dimensão sociológica do fenómeno – e vê o que resultou daí: nada! Constatar que o cérebro modifica padrões por causa da meditação? Normalíssimo. Seria de estranhar era se ficasse na mesma. É preciso não misturar as coisas. Ciência é uma coisa. Religião é outra.
One Love
Marley
Margaridaa no dia 5 de Junho de 2008 às 6:11
Marley
Gostei da tua explicação.Provávelmente até estamos de acordo, sou eu com a minha incapacidade de explicar o que penso que falho. Hei-de ver o que dizes que há para ver. Dessa J.Z.Knight nunca tinha ouvido falar.
Estes assuntos interessam-me muito.Mas sim, sou muito mais a favor do indivíduo e da sua experiência, do que de seitas e grupos organisados, dos quais tenho horror.
“u próprio tenho visões místicas e sinto vibrações cósmicas, mas isso é coisa que só me diz respeito a mim e, eventualmente, aos meus amigos.”É esta a parte que me interessa.
Anonymous no dia 5 de Junho de 2008 às 9:30
margaridaa, reparaste na hora do meu post dos 3 amigos?
Anonymous no dia 5 de Junho de 2008 às 10:22
parece-me que no geral estamos de acordo. e sobretudo no que toca às experiências pessoais.
bjinhos_xinha
dardna no dia 5 de Junho de 2008 às 17:42
Este post e os comentários derivados foram uma delícia de seguir! boa!
Anonymous no dia 5 de Junho de 2008 às 20:23
margarida, reparaste nas horas dos meus comentários no post do matt elliott?
Margaridaa no dia 6 de Junho de 2008 às 6:15
…e pronto, Marley, fui reparar nas horas…eh eh!Giro!A mim também me acontece olhar para o relógio e ser capicua.Não sei porquê, fico sempre contente quando isso acontece!
Quanto ao matt elliot, eu fui ao primeiro link e funcionou na perfeição, nem tive que estar à espera aqueles segundos…Pois, isto da net tem os seus mistérios…
Margaridaa no dia 6 de Junho de 2008 às 7:45
…e só por falar nisso, vê as horas do meu comentário no post do cisne, do darna…
Anonymous no dia 6 de Junho de 2008 às 9:08
bingo!
One Love
Marley
Anonymous no dia 6 de Junho de 2008 às 9:38
Depois destes vossos comentários tenho que vos contar, aliás a margaridaa já sabe: no outro dia, e como andava com as emoções num turbilhão e não sabia porquê, decidi e porque desconfiei, ir ver que lua era num site que tem as fases e horas… e foi então, para meu grande espanto que reparei que a hora anunciada para a lua cheia, coincidia exactamente com a hora que eu estava a viver no momento. Ou seja o site anunciava a lua cheia para as 12h35 (já não me lembro bem) e no meu PC marcava precisamente essa hora. Fiquei, mais que surpreendida…foi engraçado. Daquelas coisas que só acontecem uma vez na vida para aí…
xinha
Anonymous no dia 6 de Junho de 2008 às 10:07
Essa é muito boa xinha! Excelente mesmo! Digna de memória!
Mas, dizes tu, uma vez na vida???? Eu podia contar-te pázadas delas… mas vou só contar-te a última (e nem por sombras é tão boa como a tua): preparo-me para ir passear com o meu cão, abro a porta de casa e, no escuro, a minha mão dirige-se para o interruptor da luz da escada. Pois nesse preciso momento, mesmo antes de pôr o dedo no botão, vejo um clarão esverdeado à minha frente, ouço um estouro enorme e, assustado, dou um salto para trás para me compenetrar do sucedido. Nada de especial. A luz da escada cuto-circuitou em todos os andares no preciso momento em que eu a ia accionar. A escada ficou dois dias às escuras. Nunca antes tinha sucedido. De facto, sou um bocado eléctrico e ando a levar choques eléctricos em toda a parte – hi-fi, micro-ondas, janelas… (deve ser de não cortar o cabelo há imenso tempo, hehe…) – mas naquele exacto instante foi… invulgar.
Margaridaa no dia 6 de Junho de 2008 às 15:51
Vocês são giros…e então andar numa maré em que todas as lâmpadas que se acende fundem?Hein?
Anonymous no dia 6 de Junho de 2008 às 17:40
Isto de avariar sistemas eléctricos e electromagnéticos é frequente acontecer-me. Tenho fases piores, mas dou cabo de tudo, lâmpadas, PC’s, Tv’s, elevadores e sobretudo telefones. E também já me aconteceu, mais que uma vez, entrar nalgumas lojas, e pôr os alarmes a apitar dos objectos que estão expostos. O meu colega e eu reparamos: as outras pessoas aproximavam-se e nada, eu ia e piiiiiiiiiiiiiiiiiii, um desatino. Vinha o segurança e arranjava, mas a coisa voltava-se a repetir quando eu me voltava a aproximar. Em lojas diferentes, dias diferentes…E algumas lojas dos chineses que tem alarmes na entrada tb apitam quando passo à porta. Fica tudo a olhar para mim como se tivesse roubado alguma coisa ou assim…Eheh. Podemos ser apenas nós, eu acho que é muito prana, mas tb podem ser explosões solares, ou apenas algumas coincidências. Também descobri que é bom arranjar maneiras de descarregar esse excesso de energia. Passear, abraçar umas árvores…
xinha
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