Diziam-me no outro dia, que a palavra mata a magia.
Eu, que gosto da palavra e da magia, acho que não é assim. E por acaso, e depois dessa conversa, achei o que se segue, que ilustra bem o que sinto: a palavra quando é bem usada, gera magia.
(Pedi ao autor, José Manuel Vilhena, se podia passar a imagem e o texto, que são da sua autoria, para aqui. O autor, amávelmente, autorizou.)

Apanhei-te. Era na suspensão desta imagem que querias ficar. A casa das marés. É a casa das marés de que me falavas, não é?!?
Lembro-me de partes do texto: “Com o calor a única hipótese são os búzios, seus sons marítimos (…) não te esqueças de levar livros e presentes para ofereceres às deusas da fecundidade.” …
Tinhas que encontrar uma coisa sem a qual não podias voltar. E eram palavras, acho que eram palavras, na altura ainda acreditavas no seu poder mágico…
Mas agora acho que é uma imagem. Do que conheço de ti vais encontrar uma imagem que dirá precisamente “tenho que encontrar uma coisa sem a qual não posso voltar”. É por isso que de vez em quando as apagas e recomeças de novo, não é?
Não é preciso responderes-me. Vamos fazer um jogo. Dentro de meia hora pões a tua imagem. Eu ainda as sei ler, lembras-te?
by José Manuel Vilhena



























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