

meditação e projecção astral
Bem sei que interessa mais a uns do que a outros, aqui fica a partilha!

“Seja qual for a forma que assume, a motivação inconsciente que subjaz ao ego pretende reforçar a imagem de quem eu penso que sou,a identidade fantasma que passou a existir quando o pensamento – uma grande benção e uma grande maldição – começou a assumir o controlo e a assombrar a simples mas profunda alegria da ligação ao Ser, à Fonte, a Deus. Qualquer que seja o comportamento manifestado pelo ego, a sua força impulsionadora é sempre a mesma: a necessidade de sobressair, de ser especial, de dominar; a necessidade de ter poder, atenção, e de ter mais. E obviamente, a necessidade de ter um sentimento de separação, isto é, a necessidade de ter oposição, inimigos.
O ego usa as pessoas e as situações para alcançar aquilo que deseja e mesmo quando o consegue nunca permanece satisfeito durante muito tempo. Muitos dos seus objectivos são frustados e para a maior parte das pessoas, o abismo entre « o que eu quero» e « o que acontece » é uma fonte constante de preocupação e angústia. A emoção dominante em todas as acções do ego é o medo. O medo de não sermos ninguém, o medo da não-existência, o medo da morte. Todas as acções do ego têm como derradeiro objectivo eleminar este medo, mas o máximo que ele consegue é dissimulá-lo temporariamente através de um relacionamento intimo, de uma nova aquisição ou ganhando isto ou aquilo. A ilusão nunca nos satisfará. Apenas a verdade de quem somos, quando sentida, nos pode libertar.
Porquê o medo? Porque o ego nasce da identificação com a forma e no fundo, ele sabe que nenhuma forma é permanente, que todas são efémeras. Por isso, existe sempre uma sensação de insegurança em torno do ego, mesmo que exteriormente, ele pareça confiante.”
Começo hoje a apresentar um conjunto de textos que considero importante para melhor vivermos nesta era de grande mudança. Já andava com esta ideia há algum tempo e a animação que a margarida apresentou das “máquinas karmicas” acentou esta vontade. O nome do autor virá depois…….. (Janus smiling)
Até os meus 30 anos, eu era extremamente ansioso, sofria de depressão e tinha fortes tendências suicidas.
Hoje, parece que estou falando da vida de outra pessoa.
Tudo começou a mudar pouco depois do meu aniversário de 29 anos, quando acordei certa madrugada
com uma sensação de pavor absoluto. Não era a primeira vez que eu tinha uma crise de pânico, mas aquela, com
certeza, foi a mais forte de todas. Tudo parecia estranho, hostil, absolutamente sem sentido. Senti uma profunda
aversão pelo mundo e, principalmente, por mim mesmo. Qual o sentido de continuar a viver com o peso dessa
angústia? Para que prosseguir com essa luta? Um profundo anseio de destruição, de deixar de existir, tinha
tomado conta de mim, tornando-se até mais forte do que o desejo instintivo de viver.
“Não posso mais viver comigo”, pensei. Então, de repente, tomei consciência de como aquele
pensamento era peculiar. “Eu sou um ou sou dois? Se eu não consigo mais viver comigo, deve haver dois de
mim: o ‘eu’ e o ‘eu interior’, com quem o ‘eu’ não consegue mais conviver”. “Talvez”, pensei, “só um dos dois
seja real”.
Fiquei tão atordoado com essa estranha dedução que a minha mente parou. Eu estava plenamente
consciente, mas não tinha mais pensamentos. Fui arrastado para dentro do que parecia um vórtice de energia.
No início o movimento foi lento, mas depois acelerou. Fui tomado de um pavor intenso e meu corpo começou a
tremer. Ouvia as palavras “não resista”, como se viessem de dentro do meu peito. Eu estava sendo sugado para
dentro de um vácuo que parecia estar dentro de mim e não do lado de fora.De repente, perdi o medo e me deixei
levar. Não me lembro de nada do que aconteceu depois.
No dia seguinte, fui acordado por .um pássaro cantando no jardim. Nunca tinha ouvido um som tão
maravilhoso antes. Meu quarto estava iluminado pelos primeiros raios de sol da manhã. Sem pensar em nada,eu
senti – soube – que existem muito mais coisas para vir à luz do que nós percebemos. Aquela luminosidade
suave que atravessava as cortinas da janela do meu quarto era o próprio amor. Meus olhos se encheram de
lágrimas e eu percebi que nunca tinha reparado na beleza das pequenas coisas, no milagre da vida. Era como se
eu tivesse acabado de nascer de novo.