22 de Abril 2009 às 00:12

” Quando acordamos de manhã, o sonho da noite dissolve-se e nós dizemos: <<Era só um sonho, não era real.>> Mas alguma coisa no sonho deve ter sido real, senão ele não existiria. Talvez olhemos para trás e nos questionaremos se a nossa vida foi apenas um sonho. Mesmo agora, se olharmos para as férias do ano passado ou para o que se passou ontem, verificamos que é muito semelhante ao sonho que tivemos a noite passada. Existe o sonho e existe o sonhador do sonho. O sonho é um breve jogo de formas. É o mundo – relativamente real, mas não absolutamente real. Depois há o sonhador, a realidade absoluta, na qual as formas vão e vêm. O sonhador não é a pessoa. Apessoa faz parte do sonho. O sonhador é a base na qual o sonho aparece,aquilo que torna o sonho possível. É o absoluto que subjaz ao relativo, o intemporal que subjaz o tempo, a consciência na forma e por detrás da forma. O sonhador é a própria consciência – quem nós somos. Acordar dentro do sonho é o nosso intuito agora. Quando estamos despertos dentro do sonho, o drama do mundo criado pelo ego chega ao fim, e um sonho mais benéfico e maravilhoso começa. É o novo mundo.

E. Tolle

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09 de Abril 2009 às 01:06

meditação e projecção astral

Bem sei que interessa mais a uns do que a outros, aqui fica a partilha!

08 de Fevereiro 2009 às 17:26

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“Seja qual for a forma que assume, a motivação inconsciente que subjaz ao ego pretende reforçar a imagem de quem eu penso que sou,a identidade fantasma que passou a existir quando o pensamento – uma grande benção e uma grande maldição – começou a assumir o controlo e a assombrar a simples mas profunda alegria da ligação ao Ser, à Fonte, a Deus. Qualquer que seja o comportamento manifestado pelo ego, a sua força impulsionadora é sempre a mesma: a necessidade de sobressair, de ser especial, de dominar; a necessidade de ter poder, atenção, e de ter mais. E  obviamente, a necessidade de ter um sentimento de separação, isto é, a necessidade de ter oposição, inimigos.

O ego usa as pessoas e as situações para alcançar aquilo que deseja e mesmo quando o consegue nunca permanece satisfeito durante muito tempo. Muitos dos seus objectivos são frustados e para a maior parte das pessoas, o abismo entre « o que eu quero» e « o que acontece » é uma fonte constante de preocupação e angústia. A emoção dominante em todas as acções do ego é o medo. O medo de não sermos ninguém, o medo da não-existência, o medo da morte. Todas as acções do ego têm como derradeiro objectivo eleminar este medo, mas o máximo que ele consegue é dissimulá-lo temporariamente através de um relacionamento intimo, de uma nova aquisição ou ganhando isto ou aquilo. A ilusão nunca nos satisfará. Apenas a verdade de quem somos, quando sentida, nos pode libertar.

Porquê o medo? Porque o ego nasce da identificação com a forma e no fundo, ele sabe que nenhuma forma é permanente, que todas são efémeras. Por isso, existe sempre uma sensação de insegurança em torno do ego, mesmo que exteriormente, ele pareça confiante.”

03 de Fevereiro 2009 às 12:21

Começo hoje a apresentar um conjunto de textos que considero importante para melhor vivermos nesta era de grande mudança. Já andava com esta ideia há algum tempo e a animação que a margarida apresentou das “máquinas karmicas” acentou esta vontade. O nome do autor virá depois…….. (Janus smiling)

Até os meus 30 anos, eu era extremamente ansioso, sofria de depressão e tinha fortes tendências suicidas.

Hoje, parece que estou falando da vida de outra pessoa.

Tudo começou a mudar pouco depois do meu aniversário de 29 anos, quando acordei certa madrugada

com uma sensação de pavor absoluto. Não era a primeira vez que eu tinha uma crise de pânico, mas aquela, com

certeza, foi a mais forte de todas. Tudo parecia estranho, hostil, absolutamente sem sentido. Senti uma profunda

aversão pelo mundo e, principalmente, por mim mesmo. Qual o sentido de continuar a viver com o peso dessa

angústia? Para que prosseguir com essa luta? Um profundo anseio de destruição, de deixar de existir, tinha

tomado conta de mim, tornando-se até mais forte do que o desejo instintivo de viver.

“Não posso mais viver comigo”, pensei. Então, de repente, tomei consciência de como aquele

pensamento era peculiar. “Eu sou um ou sou dois? Se eu não consigo mais viver comigo, deve haver dois de

mim: o ‘eu’ e o ‘eu interior’, com quem o ‘eu’ não consegue mais conviver”. “Talvez”, pensei, “só um dos dois

seja real”.

Fiquei tão atordoado com essa estranha dedução que a minha mente parou. Eu estava plenamente

consciente, mas não tinha mais pensamentos. Fui arrastado para dentro do que parecia um vórtice de energia.

No início o movimento foi lento, mas depois acelerou. Fui tomado de um pavor intenso e meu corpo começou a

tremer. Ouvia as palavras “não resista”, como se viessem de dentro do meu peito. Eu estava sendo sugado para

dentro de um vácuo que parecia estar dentro de mim e não do lado de fora.De repente, perdi o medo e me deixei

levar. Não me lembro de nada do que aconteceu depois.

No dia seguinte, fui acordado por .um pássaro cantando no jardim. Nunca tinha ouvido um som tão

maravilhoso antes. Meu quarto estava iluminado pelos primeiros raios de sol da manhã. Sem pensar em nada,eu

senti – soube – que existem muito mais coisas para vir à luz do que nós percebemos. Aquela luminosidade

suave que atravessava as cortinas da janela do meu quarto era o próprio amor. Meus olhos se encheram de

lágrimas e eu percebi que nunca tinha reparado na beleza das pequenas coisas, no milagre da vida. Era como se

eu tivesse acabado de nascer de novo.

24 de Dezembro 2008 às 21:12

Certo dia, um mestre zen foi com o seu discipulo passear a uma floresta perto do mosteiro onde viviam.

Escutando um pássaro que cantava o mestre disse:

- Que cantar tão melodioso…

Resposta do discipulo:

- Que pássaro é meu mestre?

Bom Natal para todos…

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