Na AV. da LIBERDADE, dia 12 de Março de 2011 vamos dizer BASTA!!
A geração à rasca” (este texto foi roubado… o que está entre parentesis foi por mim acrescentado, mas no geral subscrevo-o até à vírgula e com a idade que tenho, quase poderia fazer parte da “geração Soares”, mas nunca votei nele, nem nunca participei nesta farsa a ponto de me sentir com culpas no cartório. E dia 12 lá estarei…)
“3.Escrevi (O Mário Soares) nesta coluna, há duas semanas, um texto sobre os Deolinda, falando da geração que, pela primeira vez, vai provavelmente viver pior do que as que a antecederam. (…) pude, finalmente, ler um blogue que circula inspirado na canção – ou melhor, aproveitando-a – para convocar para o próximo dia 12 de Março uma manifestação de protesto, que querem tenha um milhão de participantes – imagine-se! – contra a política, os políticos, os partidos, sem excepção, o Parlamento, o Governo, a justiça, a economia, as finanças, etc.. Sem indicar qualquer alternativa relativamente ao que querem. Que objectivo move os autores deste blogue?
E haverá outros? Querem alguma coisa mais do que o caos? Não se trata de anarquistas. Nem, muito menos ainda, de marxistas, nem sequer de islâmicos radicais. Serão movidos tão-só pelo desespero? Tratando-se de desempregados e de precários, pode-se talvez compreender. Mas não, seguramente, apoiar. Porque são perigosos, antidemocratas, niilistas. Parece que esperam que alguém lhes indique um caminho. Mas qual e quem? A isso respondo: não, muito obrigado! Já tivemos disso 48 longos anos e não queremos mais…”
Mário Soares
Parece que há uma outra geração que começa a ficar à rasca: a mesma que nos deixou o país neste estado deplorável e a quem agora pedimos contas (…) de um futuro hipotecado. A que continua a não perceber que são eles quem continua a manter o fascismo vivo e não nós. (A mesma que nos fode todos os dias, à medida que enche os bolsos).
Agradecemos a liberdade a quem no la deu – e não foi (certamente) o sr. Soares (que estava) em França (e de lá voltou todo contente e com o rei na barriga, como se a revolução a tivesse feito ele) ou o sr. alegre na Argélia. Foram os Homens que se revoltaram e tomaram uma atitude, não os que chegaram no dia seguinte para colher os louros e começar a brincar ao “vamos governar um país”. são eles quem mantém vivos os fantasmas do passado, acreditando que ainda nos assustam [e que lhes servem de factor de legitimação. Atente-se na Campanha Eleitoral do Manuel (pateta) Alegre para presidente e pergunte-se a um miúdo de 20 ou 30 anos o que é que o seu "combaste anti-fascista" lhe diz]. não assustam, nós somos já uma geração de liberdade e por muito que queiram não temos culpa de não termos lutado contra o fascismo ou de não termos sido perseguidos pela pide…
Agora se esta geração começar a perceber que niilismo é o estado actual em que sob a capa da teórica liberdade – que se há a de expressão, muitas outras faltam – começam a ficar à rasca, sim, porque tudo o que não se percebe assusta, assusta o ROCK dos Deolinda, porque se os jovens ouvem, é rock; assustam pessoas que se juntam sem ser em partidos ou sindicatos ou outra qualquer organização infiltrável e controlável; assusta a possibilidade de ter que prestar contas sobre o passado; assusta aquela incerteza de futuro (e se assusta, então sabem o que nós sentimos, só que não sabem que sabem… porque tudo isto, NÓS, é novo para a Geração Soares).
O próprio sr. soares anda demasiado baralhado para sequer ser já digno de escrever opinião pública, já se calava. vejamos:
Não foi há 2 semanas mas sim há 3 que o senhor havia escrito sobre a música de Deolinda e, sem a conhecer opinar. depois conheceu e não gostou do que leu. temos pena. já agora ouvia também, partindo do princípio que conseguirá distinguir rock do estilo musical que os Deolinda interpretam (que há 3 semanas o sr. chamou de pop…).
O Protesto da Geração à Rasca não é um blogue, é um evento, livre! Vai quem quer – o que o sr. chama de “antidemocráticos” portanto. A diferença entre um blogue e um protesto? peça que lhe expliquem e já agora pergunte pelo Facebook, vai ver que o mundo tem vindo a mudar.
De facto “Não se tratam de anarquistas. Nem, muito menos ainda, de marxistas, nem sequer de islâmicos radicais.” (categorizemos assim as pessoas e depois demos vivas à liberdade, não é sr. soares?). tampouco somos niilistas, temos sido até agora, sim, quietos, calados, encarneirados. agora não queremos mais um país sem rumo.
Porque vocês que nos têm governado é que são perigosos, antidemocratas, niilistas e parece que esperam que alguém (Alemanha, EUA, URSS, etc.) lhes indique um caminho. Mas qual e quem? A isso respondo: não, muito obrigado! Já tivemos disso 36 longos anos e não queremos mais…
MORRA A GERAÇÃO SOARES, MORRA, PIM
(metaforicamente, claro, sr. Soares, é melhor explicar não vá o senhor assustar-se e dar-lhe uma coiosa qualquer…)